quarta-feira, 31 de março de 2021

Pratos típicos que dão água na boca: Mojica de pintado

 



Passo a passo da mojica de pintado

Os pratos típicos do Mato Grosso refletem a mistura de povos e variedade cultural, ao mesmo tempo que preserva tradições. A mojica de pintado é um deles.

Remontando ao século XVII, a mojica tem origem indígena e indica como as comunidades da região dependiam dos recursos naturais para a subsistência. Sendo o pintado um peixe de rio e delicioso, ele se tornou um dos ingredientes mais apreciados na culinária regional mato-grossense até hoje. Confira, a seguir, como fazer uma mojica típica.

Ingredientes

Peixe

1 kg – cortado em formato de cubos médios.

Mandioca

500 g – cortada em formato de cubos médios.

Legumes

1 cebola picada.

1 tomate picado.

Temperos

Salsa, cebolinha, sal e alho a gosto.

Observações

  • Você pode usar pimenta e pimentões. Também, molho de tomate e leite de coco para encorpar o caldo.

Preparo

1 – Prepare uma marinada com os temperos e coloque o peixe em cubos na mistura. Deixe de um dia para o outro.

2 – Cozinhe a mandioca em cubos com um pouco de sal até ficar al dente e reserve.

3 – Descarte a marinada e frite o peixe com um pouco de azeite.

4 – Quando o peixe estiver frito, acrescente a cebola e o alho e deixe fritar rapidamente.

5 – Coloque o tomate e acrescente água, mandioca cozida, salsa e cebolinha.

6 – Mexa bem e deixe cozinhar por cerca de mais 10 minutos.

Pronto, agora é só aproveitar. Mas se você quer conhecer a receita original, visite o Mato Grosso! Além da mojica de pintado, você pode provar outras delícias da culinária regional e conhecer as belezas da natureza mato-grossense, além das bonitas manifestações da cultura desse estado tão diverso.

terça-feira, 30 de março de 2021

CINEMA: Juntos e Misturados e mais 10 comédias para assistir em casa

 



Juntos e Misturados: O canal fechado HBO reuniu algumas de suas melhores comédias nesta lista imperdível

A HBO reuniu em uma única coleção os clássicos da comédia e algumas das grandes estreias do gênero dos últimos anos. Abaixo, algumas produções cheias de humor e diversão que estão disponíveis na HBO GO e trazem grandes nomes da indústria, como Jack Black, Melissa McCarthy e Adam Sandler.

Bad Boys Para Sempre (Bad Boys For Life)

Os detetives Mike Lowrey (interpretado pelo indicado ao Oscar® Will Smith) e Marcus Burnett (Martin Lawrence) voltam às telas para outra aventura pelas ruas de Miami. Recém-chegados ao novo grupo de elite da polícia, desta vez eles embarcam em uma caçada para deter Isabel e Armando Aretas (Kate del Castillo e Jacob Scipio), mãe e filho líderes de um cartel de drogas.

Uma Ladra Sem Limites (Identity Thief)

Sandy (Jason Bateman) está prestes a dar um grande salto profissional quando descobre que uma trambiqueira (Melissa McCarthy) está sujando o seu nome, se passando por ele e gastando seu dinheiro. Vendo que a polícia não faz nada para resolver o caso, Sandy embarca em uma louca viagem para conseguir que a delinquente enfrente a justiça.

A Hora Do Rush (Rush Hour)

Quando um detetive de Hong Kong (Jackie Chan) viaja aos Estados Unidos para resolver o sequestro de uma jovem, o FBI recorre a um arrogante agente (Chris Tucker) para mantê-lo fora da investigação. Ambos terão que aprender a trabalhar juntos para resolver o caso. Este clássico da comédia é dirigido por Brett Ratner.

Perfeita É A Mãe! (Bad Moms)

Um grupo de mães trabalhadoras decidem se entregar à diversão e à irresponsabilidade ao se sentirem sobrecarregadas por todas as exigências das aparentemente mães perfeitas do conselho de pais e representantes da escola de seus filhos. Dirigido e escrito por Jon Lucas e Scott Moore, o filme é protagonizado por Mila Kunis, Kristen Bell, Kathryn Hahn, Jay Hernandez, Annie Mumolo, Jada Pinkett Smith e Christina Applegate.

Juntos E Misturados (Blended)

Esta comédia que reúne Adam Sandler, Drew Barrymore e o diretor Frank Coraci gira em torno de dois pais solteiros, Jim e Lauren (Sandler e Barrymore), que depois de um desastrado encontro às cegas só conseguem concordar em uma coisa: não querem se ver nunca mais. Logo depois, no entanto, o destino prega uma peça e eles vão juntos, por acaso, com os respectivos filhos, para um resort de luxo na África do Sul. Apesar de todos os esforços para resistir, a atração cresce entre os dois, unindo as duas famílias com consequências divertidíssimas.

Bons Meninos (Good Boys)

Os criadores de Superbad – É Hoje apresentam este filme inocente e divertido. Nervoso porque vai dar o seu primeiro beijo, Max (Jacob Tremblay) e seus amigos usam o drone do pai para espiar duas adolescentes e aprender alguma técnica. Mas o aparelho é destruído e para repor os garotos acabam vivendo uma odisseia cheia de decisões erradas.

O Paizão (Big Daddy)

Dirigido por Dennis Dugan e protagonizado por Adam Sandler, o filme acompanha a vida de Sonny, um homem de 32 anos que evitou todos os tipos de responsabilidades. Mas quando a namorada o troca por um homem mais velho, Sonny busca uma maneira de provar a sua maturidade e decide, com a chegada de um menino à casa, se tornar pai.

Exposição “Mulheres do Mato” reúne artes plásticas e poesia no Cine Teatro Cuiabá



Neide Silva é uma mulher de várias facetas. Além de psicóloga, ela tem construído uma sólida caminhada artística a partir da literatura e das artes plásticas. O público poderá conferir um pouco do trabalho dela entre os dias 07 e 27 de abril, período em que será realizada a exposição “Mulheres do Mato”, no Cine Teatro Cuiabá (sala Anderson Flores).

Além das telas pintadas pela artista, a mostra também reúne poemas das escritoras Divanize Carbonieri e Marli Walker. De acordo com Neide, os trabalhos selecionados para a exposição tratam de mulheres indígenas e suas descendentes em situações desfavorecidas, de aculturamento. As telas expressam ainda a importância do resgate cultural para o fortalecimento dessas mulheres e de suas comunidades.

Para a crítica de arte Aline Figueiredo, que assina a curadoria da exposição junto com Neide, as obras da artista mostram a vocação dela no combate às desigualdades sociais e na defesa da mulher. “O crítico Frederico Morais disse, mais de uma vez, que a renovação da arte brasileira viria da ‘Província’. É verdade e eu acredito que é da periferia das nossas grandes cidades que estão surgindo esses novos talentos”, explica Aline.

A escritora Marli Walker considerou desafiador e instigante criar poemas relacionados ao tema, principalmente quando se trata da poesia visual, que estabelece com o leitor um acordo que vai da imagem ao texto, à palavra, e vice-versa. “A mulher do mato é aquela que habita todas nós, em certa medida, e trazer essa ideia para a instância artística é um desafio e uma descoberta”, disse a escritora.

A exposição “Mulheres do Mato” faz parte de um projeto de mesmo nome que conta com o apoio da Lei Aldir Blanc (editais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer – Secel). O projeto tem ainda a participação de Célia Soares (designer, mediadora cultural e fotógrafa).

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Trajetória – Neide Silva tem 47 anos, é descendente de indígenas e cresceu na periferia de Cuiabá, no bairro Pedregal. Começou a se interessar pela arte ainda menina, inspirada pelo irmão, o também artista plástico Sebastião Silva. Ela acompanhava de perto as conversas dele e dos amigos que frequentavam o Ateliê Livre do Museu de Arte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A escrita é uma das paixões de Neide. Ela já publicou cinco livros infantis: Cigamiguinho, Iribi Sabiá, Sabina – A sapinha bailarina, Kaike e Elvis e Lola. Sua sexta obra literária está em fase de edição. Trata-se de “O Reino que Ruiu”, selecionada no edital Aldir Blanc da Prefeitura de Cuiabá (MT).

O insight para a criação do primeiro livro (Cigamiguinho) veio durante a gravidez do filho mais novo de Neide, Norberto, quando ela tinha trinta e sete anos. “Naquele momento, eu entendi que seria através da escrita que eu poderia me comunicar com as pessoas e incentivar aqueles que, assim como eu, vieram da periferia, não tiveram muito incentivo ao estudo durante a infância, têm pais e avós analfabetos. A escrita seria o meu grito de socorro e a minha forma de dar força para tantas pessoas que se julgam incapazes de criar arte e fugir dos destinos que estão postos por uma vida de miséria e limitações”, destaca Neide.

A relação com a pintura se intensificou há quatro anos e, por meio dela, Neide Silva procura caminhos e se aventura por diversos estilos. Ela não tem medo de experimentar, sabe que a arte é também um exercício de coragem. Como ressalta Aline Figueiredo, a coragem e motivação de Neide fazem com que ela se supere a cada quadro, colecionando mais acertos do que erros.   

segunda-feira, 29 de março de 2021

Homenagem a Aníbal Alencastro traz memórias das antigas salas de cinema


 

As gravações do documentário que vai homenagear o cartógrafo, historiador, artista plástico e projecionista Aníbal Alencastro já estão em fase de finalização e, em breve, o público poderá conhecer as memórias da projeção cinematográfica e das antigas salas de cinema de Cuiabá. O documentário integra o projeto transmídia contemplado no edital Conexão Mestres da Cultura realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Mostrando Aníbal em diferentes espaços da capital mato-grossense, a produção trará recordações do trabalho de projeção cinematográfica e do seu convívio com outros profissionais do circuito de cinema de Cuiabá de meados do século passado, como Bela Tabori, Sebastião Palma e Névio Lotufo. 

Além da casa de Aníbal, as gravações tiveram como locação o Cine Teatro Cuiabá e o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), dois espaços que tiveram importância central na trajetória do homenageado. O Cine Teatro Cuiabá possui a única das salas de cinema de rua em que Aníbal trabalhou e que ainda se mantém em funcionamento. Já o MISC abriga o acervo de equipamentos cinematográficos doados por Aníbal à instituição.

No conteúdo gravado, consta também um passeio de Aníbal pelas ruas de Cuiabá no Ford A 1929 conversível dirigido pelo colecionador de carros José Antônio Marinho, o Magal. No percurso, o projecionista revisita espaços em que se localizavam salas de cinema de rua da cidade, como o Cine São Luiz, Cine Tropical, Cine Bandeirantes e dezenas de outros cinemas menores, conhecidos como cineminha” ou cinema de poeira., importantes espaços de sociabilidade no período em que as salas de cinema de rua atraíam multidões.  

Para idealizador do projeto, Diego Baraldi, o documentário pretende realçar a importância de Aníbal Alencastro como um mestre de cultura e compartilhar saberes da história de Cuiabá.

“Além de memória-viva sobre a época de ouro dos cinemas de Cuiabá, Aníbal é um colecionador de histórias sobre personalidades, lendas, ruas e espaços culturais de Cuiabá.  Os espectadores vão poder conhecer alguns saberes relacionados às técnicas de projeção cinematográfica que tendem à desaparição no atual contexto de digitalização do cinema”, aponta Diego, que também é diretor do documentário.

A etapa de gravações do documentário foi orientada pela atenção aos protocolos de proteção e segurança de prevenção à covid-19, incluindo uma equipe reduzida durante as gravações na casa de Aníbal.

Plataformas do projeto transmídia

Além do documentário, compõem ainda o projeto transmídia um site e uma série de episódios de podcast centrado nas memórias do homenageado.  

O site reunirá materiais do acervo pessoal de Aníbal Alencastro e outros conteúdos relacionados às  memórias da projeção cinematográfica e das antigas salas de cinema de Cuiabá. A plataforma buscará também a interação com o público, que será convidado a compartilhar relatos e imagens sobre as salas de cinema de rua. 

Curso de Formação Mediadores de Leitura vai capacitar profissionais para a formação de leitores



 Estão abertas as inscrições para o curso online de Formação Mediadores de Leitura, que visa capacitar profissionais para atuação em espaços públicos e demais projetos de intervenção pedagógica.

A capacitação integra o projeto contemplado no edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-Grossense promovido, em 2020, pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). 

Realizado pela biblioteca do Núcleo Pedagógico da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Rondonópolis, o curso tem como objetivo esclarecer e discutir sobre a mediação da leitura e as ações necessárias à formação de leitores a partir do aprofundamento de conhecimentos teóricos sobre o tema. 

Com vagas limitadas, as inscrições são gratuitas e prosseguem até quarta-feira (31.03), pelo site eva.faespe.org.br/icfml. As aulas ocorrerão via plataforma virtual, de 05 de abril a 08 de maio, completando uma carga horária de 40 horas.  

A cada semana será abordado um dos temas programados: aspectos teóricos sobre leitura; caminhos e ações da mediação da leitura; leitura literária e a formação de leitores; e ilustração, ludicidade, literatura oral – contação de história. Para isso, o curso conta com aulas em tempo real e conteúdos e atividades que podem ser acessados sem o acompanhamento simultâneo do professor. 

A ministrante das aulas online é a professora mestra Elizangela  Rocha, que desenvolve pesquisas sobre letramento, mediação de leitura e formação de leitores, além de ter publicado diversos artigos sobre o assunto.

Serviço

Curso online de Formação Mediadores de Leitura

Período de realização: 05 de abril a 08 de maio

Período de inscrições: 29 a 31 de março

domingo, 28 de março de 2021

Encontro de Gestores de Cultura de Mato Grosso.



Integração, cooperação e aprendizado marcaram o Encontro de Gestores de Cultura de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (23.03) via plataforma virtual. Promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a reunião contou com a participação de gestores, secretários, coordenadores e agentes públicos de quase todos os municípios mato-grossenses. Durante toda a manhã, representantes da Secel e dos municípios conversaram sobre políticas públicas de desenvolvimento da rede produtiva da cultura em Mato Grosso. Na pauta, o Plano Estadual de Cultura e as eleições para o Conselho de Estado de Cultura e do Comitê Intergestores Bipartite, bem como tratativas sobre atividades em andamento e a serem realizadas. Os participantes, alguns dos quais iniciando neste ano na pasta de cultura por conta da renovação de gestões municipais após as eleições, puderam conhecer conceitos, legislações e orientações sobre elementos que fazem parte das políticas culturais. Patrimônio histórico, tombamento de bens nos municípios, economia criativa, bibliotecas públicas, descentralização, incentivos de fomento e diversidade étnica e cultural foram alguns dos temas tratados no encontro online. Os gestores municipais tiveram acesso ainda ao planejamento da Secel para 2021, que inclui o lançamento de editais e programas que contemplam ações em todos os municípios do estado. Dentre as novidades compartilhadas estão a aceleração de negócios criativos, restauração de bens tombados, revitalização de bibliotecas, pontos de cultura, incentivos e eventos literários, e a reedição dos editais MT Nascentes e Circuito de Mostras e Festivais. De acordo com o superintendente de Políticas Culturais da Secel, Jan Moura, o envolvimento dos municípios nas atividades estaduais e o amparo do Estado às demandas municipais ajudam a revigorar a rede produtiva cultural mato-grossense. Para Joilson Marcos superintendente da cultura da Secretaria de Educaçâo de Várzea Grande, a reunião trouxe, além de informações e orientações, a certeza de que a integração funcionará como direcionamento na execução de políticas culturais.

MT envia livros didáticos bilíngues para comunidades indígena



 Livros didáticos da educação indígena, lançados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), começam a ser distribuídos às aldeias de Mato Grosso. Os livros são inéditos e foram também estão disponíveis em formato e-book. Veja aqui. Os livros de matemática são bilíngues, impressos em português e na língua materna de cada etnia. Foram impressos 5.800 exemplares, com 11 volumes, destinados a oito etnias.

Um pacote de livros que segue para a Escola Estadual Indígena Itaawyak, da Aldeia Kururuzinho, da etnia Kayabi, localizada entre os municípios de Apiacás (1.010 km Norte de Cuiabá, percorridos de carro) e Jacareacanga (PA), chega ao destino ainda esta semana. O servidor público Rômulo Santana Balieiro pegou os livros na sede da Seduc na quinta-feira (25). 

Quando chegar ao município, a assessora pedagógica Érika Motta do Carmo vai receber o material e preparar o envio. Os livros serão entregues junto com os kits de alimentação escolar.

Érika do Carmo relata que primeiro terão que enfrentar 190 km de estrada de chão, até o Porto do Meio, que fica na divisa de Mato Grosso com o Pará. O período de chuvas torna o trajeto mais complicado.

Superando este trecho, começa o caminho por água. Das margens do rio São Benedito, servidores da Seduc e da prefeitura seguem pelo rio Teles Pires, onde está localizada a aldeia Kururuzinho. "Esse percurso, no período da cheia, demora mais de três horas. Já no período da seca, quase cinco horas", conta Érika. 

sábado, 27 de março de 2021

Nova legislação atualiza normas para proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso


 

O Governo de Mato Grosso publicou em Diário Oficial, na última terça-feira (23.03), uma nova legislação que dispõe sobre o patrimônio histórico, artístico e cultural. A Lei estadual  11.323/2021 elenca procedimentos atuais para registro, tombamento, reavaliação, inventário e guarda dos bens móveis e imóveis, particulares ou públicos, materiais e imateriais do estado, dentre outras providências.  

Uma das novidades é que vários trâmites, incluindo os de registro e tombamento de patrimônio cultural, envolvem agora o Conselho Estadual da Cultura. A medida garante maior participação social no processo já que se trata de um órgão colegiado com  deliberação coletiva.

Além disso, a legislação impõe mais poder de fiscalização e guarda à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que fica responsável pela vigilância permanente e aprovações de restauros ou adequações em bens do patrimônio histórico. Com a atualização, a pasta estadual de cultura poderá notificar e multar proprietários, responsáveis ou ocupantes, que estejam executando ações irregulares.

A legislação prevê ainda que licenças, alvarás e outras autorizações para obras de construção ou reformas concedidas por municípios e demais instituições devem ser submetidas à análise da Secel. Também estabelece que processos de registro e de tombamento ficarão sob a guarda da Secretaria, bem como reitera que os bens tombados pelo Estado não poderão ser objetos de intervenções ou remoções sem a prévia autorização do órgão competente.

De acordo com o superintendente de Patrimônio Histórico e Cultural da Secel, Robinson Carvalho, as atualizações na lei asseguram mais ferramentas para proteger a cultura e a história de Mato Grosso.

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“A lei anterior era genérica, agora está bem mais específica inclusive com divisão de infrações entre leves, médias e graves. E com a ampliação do poder de fiscalização da Secel, poderemos agir de forma mais efetiva para impedir que bens sejam alterados de forma irregular. Nossa função é salvaguardar o patrimônio para que a cultura e a história não se percam”, explica Robinson.

Outra inovação na Lei foi a instituição de títulos de relevância cultural  visando a valorização e a proteção do conhecimento tradicional,  de manifestações culturais e de bens de expressivo valor cultural, artístico e histórico.

Os títulos criados poderão identificar, por meio de um selo, que determinado bem foi produzido de acordo com o modo de fazer registrado como bem cultural imaterial; agraciar personalidades como Mestre das Artes e Saberes da Cultura do Estado de Mato Grosso; e ainda declarar um bem como de relevante interesse cultural, quando este se revestir de especial valor e não possuir características para o tombamento.

Espetáculo de dança “conSENTE” traz reflexões sobre violência doméstica



 O espetáculo “conSENTE” retrata de forma poética e por meio da dança, os diversos tipos de violência doméstica contra a mulher e como as agressões refletem na relação familiar e social. A apresentação será neste sábado (27.03), às 18h, nas plataformas digitais Instagram, Facebook e Youtube, e ficará disponível para acesso posteriormente. O espetáculo tem duração de 40 minutos e a classificação indicativa é 16 anos.

O elenco composto por dezessete bailarinos de Primavera do Leste, apresenta na modalidade de dança Jazz Lyrical, oito histórias distintas que se conectam com sua poesia e dor. O repertório com músicas nacionais, representa as particularidades de cada personagem. As coreografias são assinadas por Luany Ribeiro, Pablo Diaz e Emilly Brito.

De acordo com a bailarina e coreógrafa Luany Ribeiro, a escolha do tema se deu em razão do crescente número de casos de violência doméstica durante a pandemia do novo coronavírus. “Esperamos contribuir para o empoderamento feminino, fortalecendo e aumentando a autoestima. Além de evidenciar os tipos de violência cometidos contra a mulher, para que identifiquem e denunciem, e que consigam enfrentá-los de forma branda e segura”.

O projeto pretende alertar não só às vítimas, mas também à sociedade, para que não silenciem diante das agressões. Além de acolher a mulher em situação de violência, levar uma mensagem de empoderamento feminino e orientação.

O projeto “conSENTE” foi contemplado no Edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

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A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher.

Em Mato Grosso, o boletim de ocorrência pode ser feito diretamente pela vítima ou por algum comunicante. As denúncias podem ser feitas também pelo 197 (Denúncia Anônima) e 190 (Polícia Militar).

Em 2020, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou a campanha Sinal Vermelho. A mulher que esteja em situação de violência doméstica faz um X vermelho na mão, com caneta ou batom e mostra para atendente de farmácia que ligará para o número 190 informando o caso.

Roda de Biblioteca


 

Roda de Biblioteca: Contos das Mulheres Sábias, da proponente Patrícia Pereira, começa nesta sexta-feira (26.03), em Alta Floresta. O projeto foi contemplado no Edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e atende as bibliotecas comunitárias Anderson Flores (localizada no Espaço Cultural TEAF) e Ciranda da Terra (localizada na comunidade rural Guadalupe).

Na programação estão atividades como: contação de histórias, roda de conversa e oficinas. De acordo com a proponente Patrícia Pereira, o projeto tem como objetivo “a democratização do acesso gratuito ao livro, valorização cultural e o fomento da leitura, por meio de ações que abracem os leitores e os tragam para o espaço das bibliotecas comunitárias num gesto de acolhimento e afetividade”.

A contação de histórias e as rodas de conversa, acontecerão no ambiente virtual, transmitidos via Youtube no canal Patrícia Pereira e ficarão disponíveis até o final de abril.

Nesta sexta-feira (26.03), às 17h, tem Contação de História com Cássia Dall’Igna, com o título “Uma fábula sobre a fábula”.  E às 19h, tem Roda de Conversa com o tema “O papel social da mulher”, com Ilmarli Teixeira, Mônica Marques e Márcia Pasuch, e mediação de Angélica Muller.

No sábado (27.03), às 17h, a Contação de Histórias fica com Wesley Ramos, com o tema “O presente de Jaxy Jaterê” (Olívio Jerupe). Às 19h, tem Roda de Conversa com tema “Cura/Saúde da mulher”, com a participação de Carmélia Silva de Santana, Irene Duarte e Lúcia Mariotti, com a mediação de Cássia Dall’Igna.

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Oficinas

O projeto contempla ainda a realização de quatro oficinas, de forma presencial, no Espaço Cultural TEAF. Cada oficina terá 10 vagas, para que seja possível manter as medidas de biossegurança e o distanciamento.

As oficinas ofertadas serão: ‘Pintando Poesia’ com Cássia Dall’Igna; ‘Mandalas em Pontilhismo’ com Jacqueline Deveke; ‘Abayomi - um encontro precioso’ com Erli Pissinini Porto; ‘A hippie art: filtro dos sonhos’ com José Luiz; e ‘Yoga, uma vivencia integral’, com a instrutora Edna Apolinário.

Em razão dos novos decretos estaduais e municipais, com medidas restritivas para prevenir a disseminação da Covid-19, as oficinas serão realizadas posteriormente. As datas serão divulgadas pela organização do projeto.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Dia D de divulgação da pagina virtual Conectando Patrimônios.


 

Seminário debate os desafios da educação museal e patrimonial


 

De 26 a 28 de março, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT) promove o III Seminário Museus em Diálogos e Conexões: os desafios da educação museal e patrimonial. De caráter científico, o Seminário se consolidou como um dos principais eventos para divulgação e debate das produções que dialogam com a gestão museal, documentação de acervos e educação patrimonial.

Direcionado a profissionais, estudantes e demais interessados em refletir e debater sobre as práticas educativas em museus e outros centros de memórias, o evento será realizado via plataforma virtual Congresse.Me. A programação conta com palestras, oficinas e mesas redondas.

A abertura do Seminário acontece na sexta-feira (26.03), às 8h, com a participação do secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, da Secretária Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Cuiabá, Carlina Jacob, e da Diretora Executiva do MASMT, Viviene Lozi. 

Logo em seguida, as oficinas de acessibilidade museal e de leitura de manuscritos entram na programação durante o dia. E à noite, às 19h, presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM Brasil),  Renata Motta, ministra a palestra de abertura ‘Desafios em tempos de Covid-19 e Dados para navegar em meio a incertezas’.

No sábado (27.03), a partir das 9h, os participantes podem acompanhar as mesas redondas que debatem práticas educativas durante a pandemia, desafios da acessibilidade, educação patrimonial e museal e integração comunitária. 

Já no domingo (28.03), também a partir das 9h, as mesas redondas trazem convidados especialistas para apresentar reflexões sobre ações educativas em museus com tipologias restritas e restritivas. Uma reunião da Rede de Educadores em Museus e Patrimonial de Mato Grosso (REMP-MT) completa, às 17h, a programação do Seminário.

De acordo com Viviene Lozi, o evento almeja mobilizar os olhares sobre os processos educativos dos museus e outros centros de memórias, suas estratégias de comunicação e de inserção comunitária.  

“O objetivo é disseminar o conhecimento e propiciar um espaço de diálogo que possa aprofundar as experiências educativas para apontar futuros e trazer reflexões práticas para uma cultura cada vez mais acessível a todos”, explica.

Com vagas limitadas, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 25 de março no site do evento. O Seminário, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Cuiabá por meio da Lei Aldir Blanc, oferece certificação de 30 horas correspondente à participação na palestra e nas mesas redondas, e de 10 horas em cada oficina ofertada. 

Serviço

Seminário Museus em Diálogos e Conexões

Data: 26, 27 e 28 de março de 2021

Inscrições gratuitas: https://eventos.congresse.me/semidec

Informações: (65) 3056-1373 | (65) 3646 – 9701 ou pelo email museuartesacramt@gmail.com

Inscrições para oficinas do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá estão abertas

 


Em todas suas edições, o  Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – Cinemato, contribuiu para a formação e capacitação de muitos profissionais que hoje atuam no mercado do Cinema e Publicidade. Do mesmo modo, na edição de 2021 serão oferecidas quatro oficinas gratuitas entre os dias 8 e 11 de abril, em ambiente virtual. 

Nesta 20ª edição, as oficinas ofertadas são de roteiro, produção executiva, som direto e maquiagem de efeitos especiais e os participantes receberão certificado pela atividade. Inscrições abertas com vagas limitadas a 20 pessoas. 

A primeira oficina ocorre entre os dias 8 e 11 de abril, das 14h às 15h30. É o vencedor da 19ª edição do Cinemato, de Melhor Filme, por Tatuagem, o diretor e roteirista Hilton Lacerda, que ministra as aulas.

Ele conta que além de falar da carreira que trilhou ao longo de 32 anos de atuação, vai relatar o processo de construção narrativa de importantes roteiros que assinou, como Amarelo Manga e Fim de Festa.

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“E a partir daí vou abrindo para outras experiências, como Piedade – em mais uma parceria com Cláudio Assis e também, Tatuagem e Cartola. As tônicas serão então, de escrever para outro olhar e escrever para si mesmo”. 

Hilton também falará sobre séries que escreveu e dirigiu, como Fim do Mundo, Lama dos Dias e a inédita Chão de Estrelas. “Enfim, sobre novos desafios. Outro assunto que entra em pauta é a questão política da produção de conteúdo nacional e os enfrentamentos de direitos no relacionamento com as plataformas possíveis”.

Maquiagem de Efeitos Especiais

A maquiadora profissional Déia Okamura, especializada em maquiagem de efeitos especiais, compartilha seu conhecimento com os participantes da oficina. Será no dia 9 de abril, das 14h às 16h.

“Nesta oficina vamos trabalhar o conhecimento das técnicas de maquiagem voltadas para produtos audiovisuais, assim como os tipos de materiais utilizados para cada efeito e necessidades partindo do estudo de personagens. Abordaremos também o processo para desenvolvimento dos efeitos especiais e as melhores formas para higienização dos materiais utilizados”, explica.

Produção Executiva

A produtora executiva Caroline Araújo ministra oficina no dia 10 de abril, das 14 às 16h. Durante a atividade, ela vai ensinar como desenvolver bom trabalho no projeto audiovisual.

“Vamos falar sobre organograma, processos colaborativos, aplicação da Teoria do ator em rede e outros fatores que mudaram a forma de se pensar o produtor executivo com mero executor, pois ele também ocupa um lugar de produtor criativo”.

A oficina, de maneira fluida, e com aplicação de metodologias ativas visa, trazer algumas ferramentas introdutórias para a compreensão e início do desenvolvimento dos trabalhos de produção executiva, com os principais hight ligts do tema, passando pela composição de equipe, receita, conhecimento contábil e jurídico no universo audiovisual.

Som Direto

Por fim, o ciclo de oficinas encerra no dia 11 de abril, das 14h às 16h. Yuri Kopcak recebe os participantes para um bate papo que terá como ponto de partida o seguinte questionamento: “Qual o tamanho do teu projeto e o tamanho do teu equipamento?”.  

“Falaremos sobre a construção de uma narrativa sonora do filme, técnicas de microfonação, posicionamento do microfone aéreo; a relação sinal x ruído; dublagem e ADR; a importância da ambiência; foley e ruído de sala”, elenca.

O Festival

O Cinemato volta à cena com incentivo da Lei Aldir Blanc. O projeto foi aprovado no edital Circuito de Mostras e Festivais realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) em parceria com o Governo Federal, via Secretaria de Cultura do Ministério do Turismo.

A edição 2021 conta ainda com apoio da Assembleia Legislativa Mato Grosso – via Assembleia Social, da Universidade Federal de Mato Grosso (IGHD/UFMT), Cineclube Coxiponés e Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT), Laboratório de Comunicação e Cultura – A Lente e Inca – Inclusão, Cidadania e Ação e produção da Latitude Filmes.

MT prorroga prazos para execução de projetos

 O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), alterou o cronograma dos editais estaduais da Lei Aldir Blanc. Com o termo de prorrogação publicado no site da Secretaria, o prazo para execução e prestação de contas das propostas selecionadas passa a ser de 180 dias a contar da data do repasse dos recursos.

Pelo cronograma inicial, a maioria dos proponentes tinha até o dia 30 de abril para executar seus projetos e mais 30 dias para prestar contas. Agora, a data limite para execução das atividades passa ser final de julho, variando de acordo com o dia em que o depósito do valor foi efetivado, desde que a entrega dos documentos de prestação de contas não ultrapasse o período de 180 dias estipulado no termo de prorrogação. 

A medida considerou o agravamento da pandemia em 2021 e o estabelecimento de medidas ainda mais restritivas para conter a propagação do coronavírus. Ainda se considerou os impactos econômicos do setor produtivo da cultura ao ter suas atividades interrompidas desde março de 2020 por conta dos esforços necessários de distanciamento social. 

“Conseguimos ampliar o prazo aos proponentes utilizando o período que cabe à Secretaria para os relatórios. Enquanto aguardamos o governo federal se manifestar oficialmente quanto à prorrogação, queremos que a execução dos trabalhos seja feita com segurança e proteção, da melhor forma possível”, explica o titular da Secel, Alberto Machado. 

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Para atualizar o calendário de execução, os proponentes dos projetos selecionados não precisam de prévia aprovação por parte da comissão de acompanhamento e fiscalização, devendo somente apresentar cronograma atualizado no ato da prestação de contas.



terça-feira, 23 de março de 2021

Memórias da Casa de Bem-Bem poderão ser revisitadas em site

 

O projeto Encaixotando histórias da Casa de Bem-Bem será lançado em formato digital nesta quarta-feira (24.03), às 19h. O público terá acesso a três apresentações de Teatro Miniatura, um documentário e uma exposição fotográfica no site oficial do projeto. Em razão da pandemia do novo coronavírus, optou-se pela adequação ao contexto virtual. O projeto foi selecionado no Edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Além das peças de Teatro Miniatura, conhecido como Teatro Lambe-Lambe modalidade de teatro de formas animadas que acontece dentro de uma caixa, o site irá abrigar um curta-metragem híbrido, abordando todo o itinerário do projeto, desde as pesquisas arqueológicas até as expressões artísticas. E os visitantes ainda poderão conferir uma exposição composta por registros fotográficos do casarão, da fundação aos dias atuais. Estarão expostas 100 imagens cedidas por amigos e familiares de Constança Figueiredo Palma, a saudosa Dona Bem-Bem.

“Encaixotando histórias da Casa de Bem-Bem” é fruto de uma parceria entre a Cia Pé de Pano e o Instituto Homem Brasileiro (IHB). “A ideia é fomentar a valorização do patrimônio material, representado pelo casarão, e do patrimônio imaterial, relacionado aos festejos e à memória, através de formas lúdicas e artísticas”, explica a artista-pesquisadora e proponente do projeto Liudmila Diaz.

Histórias das caixas

As narrativas de cada caixa compõem, juntas, uma linha cronológica acerca deste importante patrimônio mato-grossense. E além da perspectiva temporal, também podem ser divididas, respectivamente, em três eixos temáticos: família; festejo e desabamentos/reconstrução.

A dramaturgia fez uso de ditos populares proferidos com frequência por antigos moradores e visitantes. Aliás, as personagens foram batizadas com nomes de pessoas que frequentavam a casa, como por exemplo as irmãs de Dona Bem-Bem. O objetivo é tentar reconstituir a essência do local a partir de elementos significativos e simbólicos. “A gente tenta, de alguma forma, devolver a memória da família”, relata Liudmila.

As caixas foram criadas em processo colaborativo decorrente de pesquisa coordenada por membros do IHB. O resultado desta pesquisa foi apresentado aos caixeiros e estes tiveram autonomia para criar suas histórias dentro dos respectivos recortes temporais/temáticos do projeto.

Casa de Bem-Bem

O casarão em estilo colonial, tipicamente cuiabano, é conhecido como um dos mais tradicionais de Cuiabá e está situado na antiga Rua do Campo, atual Barão de Melgaço. Figura ilustre da sociedade cuiabana, Dona Bem-Bem foi anfitriã de diversas festas nas décadas de 70 e 80, principalmente as festividades de São Benedito.

A construção e seu contexto externo, quintal com mangueiras e outras árvores, são testemunhos de fragmentos da história mato-grossense. O casarão é uma singular representação de patrimônios materiais e imateriais que resistem ao tempo.

A Casa foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Histórico.

 

Secretaria vai trabalhar difusão e valorização da cultura várzea-grandense

 

Fomentar e difundir a cultura várzea-grandense. Esse é planejamento da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Cultura, para o ano de 2021. Estão incluídas ações da Banda Municipal, dos trabalhos da Casa de Arte, com a ampliação de pontos de apoio aos artesãos, e o lançamento de um livro sobre a história de Várzea Grande.

Conforme o superintendente de Cultura da Secretaria de Educação, Joilson Marcos da Silva, Várzea Grande tem uma população de quase 300 mil habitantes e, para atingir todas as comunidades, a estratégia é trabalhar em pontos por região.

“Queremos fomentar a cultura de alguns distritos, como Passagem da Conceição, Bom Sucesso, Formigueiro, entre outros, que são comunidades com uma religiosidade muito forte e cultura rica, como exemplo da ‘reza cantada’, tradição que ainda se mantém viva em algumas localidades. Temos que valorizar e fazer com que o povo valorize também”.

Joilson Marcos ressalta que a Superintendência de Cultura está recebendo total apoio do prefeito Kalil Baracat, do vice-prefeito José Hazama e do secretário Silvio Fidelis, que o deixaram à vontade para fazer um trabalho sério e voltado para as comunidades.

“Neste momento delicado em que a sociedade está passando é necessário que a cultura trabalhe a autoestima do povo várzea-grandense, levando não somente a arte, a música e a dança, mas levando também um pouco de sonhos e alegria para amenizar o sofrimento da sociedade várzea-grandense e daqueles que por aqui passam”, ressaltou o superintendente, acrescentando que pretendem também levar às praças peças de teatros, apresentações musicais e de dança, incluindo a capoeira. “Queremos valorizar esse tipo de ação cultural”.

Outra ação que está no planejamento e no calendário municipal são as apresentações e eventos na Orla da Alameda, que é um ponto turístico e cultural de Várzea Grande que comporta uma variedade de eventos e apresentações culturais. “Nós temos um projeto social chamado Anjos da Lata que vamos levar, juntamente com a banda, para apresentações nesse local”.

A superintendência também tem o papel de acompanhar os projetos contemplados pela Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio financeiro para o setor cultural.

Banda Municipal  

Criada em 1984, a Banda Municipal passou a ser patrimônio imaterial e cultural de Várzea Grande em 2020, na gestão da então prefeita Lucimar Campos, fazendo jus ao seu valor histórico e cultural. A Banda é responsável por levar a arte da música para a população várzea-grandense.

Em 2021, as apresentações da Banda Municipal no terminal André Maggi terão continuidade, pois é uma das ações que têm a aprovação da população. Uma vez por mês, a banda estará se apresentando no terminal para levar um pouco da arte e da música para as pessoas.

“A banda tem a função de fazer a integração entre o poder público e a população, principalmente àquelas comunidades que não têm acesso à arte e à cultura. O terminal é um ponto central onde todos os dias passam muitas pessoas em deslocamento para vários bairros da cidade e Cuiabá”, ressalta o superintendente.

Uma parceria com o Várzea Grande Shopping também vai proporcionar outro ponto para apresentação da Banda Municipal. “Queremos fazer algo de forma inovadora. Vamos convidar uma instituição, que trabalha com a cultura e é parceira da Prefeitura, para fazer apresentações juntamente com a banda, como um grupo de balé, por exemplo”.

A previsão é que essas apresentações se iniciem neste mês de março, porém, vai depender da situação da pandemia, revelou o superintendente.

Livro sobre a história de Várzea Grande

No próximo dia 15 de maio, Várzea Grande completará 154 anos de fundação e, como parte dos festejos do seu aniversário, será lançado um livro sobre a história do município.

“Vamos resgatar a história de quem fez por essa cidade, ou seja, valorizar as pessoas que ajudaram a construir Várzea Grande. São muitos anos de história que nós do setor cultural temos por obrigação valorizar e deixar vivo na memória do povo várzea-grandense e quem mais por aqui passar”, observa o superintendente.

Casa de Artes

A Casa de Artes, localizada na Avenida Couto Magalhães, é um ponto de apoio para quem trabalha com artesanato e pode deixar lá seus produtos para comercializar. No shopping de Várzea Grande também tem um ponto de apoio para os comerciantes artesãos.

No mês de maio, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, será inaugurado outro ponto de apoio aos artesãos localizado no Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

A Casa de Arte também oferta vários cursos gratuitos para a população, entre eles, aulas de balé, violão, pintura e crochê. Nesse momento, os cursos estão suspensos por conta da pandemia, mas assim que for possível voltará a atender a população.

Joilson Marcos lembra que Mato Grosso tem uma cultura riquíssima e o Pantanal faz parte dessa cultura por meio de suas belas paisagens da flora e da fauna. “As rendeiras confeccionam as suas redes, que são patrimônio de Várzea Grande, com as figuras da onça pintada, do jacaré e do tuiuiú, transformando cada fio em arte”, destaca Joilson Marcos.