sexta-feira, 16 de julho de 2021

Exposição no Várzea Grande Shopping mostra a história da Capoeira em Mato Grosso


 

Os admiradores e praticantes da capoeira terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre este esporte visitando a exposição “Capoeira, uma viagem pela história em Mato Grosso”, que foi aberta na noite de ontem, 14, no segundo piso do Várzea Grande Shopping.

A exposição é o resultado de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, por meio da Superintendência de Cultura da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer com o Instituto Semente Brasil e o VG Shopping. A exposição, que é gratuita, pode ser visitada até o dia 14 de agosto.

De acordo com o superintendente Joilson Marcos da Silva, a exposição conta com mais de 250 itens, entre cartazes, quadros, fotografias, pinturas, ilustrações, documentos antigos, revistas especializadas, vídeos, livros, vestuário e muitos outros objetos que contam um pouco da trajetória do esporte, criado pelos ancestrais africanos escravizados no tempo do Brasil colonial e que hoje é uma arte marcial muito conhecida, praticada e difundida pelo mundo afora.

“Essa exposição é um reconhecimento público pela característica cultural que o esporte representa e aqui neste espaço da Superintendência, podemos mostrar ao público a história da capoeira em Várzea Grande, assim como valorizar seus praticantes e homenagear nossos mestres locais” afirmou Joilson.

Representando a Assembleia Legislativa, o deputado Gilberto Cattani (PSL) disse na abertura do evento, que tramita no Poder Legislativo um projeto para tornar Patrimônio Cultural do Estado de Mato Grosso todas as artes marciais praticadas no estado, inclusive a capoeira, que poderá favorecer a captação de recursos públicos por parte de instituições que trabalham com o esporte, beneficiando assim as comunidades carentes. “A Assembleia Legislativa cumpre seu papel social e reconhece a necessidade da prática esportiva como ferramenta de inclusão social e da melhoria da qualidade de vida saudável”, declarou.

O presidente da Federação Mato-grossense de Capoeira, Everton Moreira Salgado, disse que serão 30 dias de exposição, onde o público vai assistir apresentações de capoeira de diversas vertentes, dança folclórica baiana, como o Maculelê, participar de rodas de conversas e apresentações de vídeos sobre a capoeira e seus principais mestres como Vicente Joaquim Ferreira (Mestre Pastinha), criador da Capoeira Angola e Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba) criador da Capoeira regional.

Para a subsecretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Alice Barros, a exposição faz parte de uma importante parceria com o Instituto Semente Brasil que já desenvolve várias ações culturais no município. “O Instituto Semente Brasil é um dos pontos culturais de Várzea Grande onde realiza um belíssimo trabalho, levando o esporte, o lazer e a alegria para nossas crianças. Essa exposição conta a história da capoeira em Mato Grosso e vai contribuir ainda mais para o fomento dessa arte tão importante que deve ser, cada vez mais, valorizada por fazer parte da nossa cultura nacional”, finalizou.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Secretaria e Conselho de Cultura visitam instituições contempladas com recursos da Lei Aldir Blanc


 

Equipe da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), juntamente com o Conselho Municipal de Cultura, está fazendo uma série de visitas a instituições que foram contempladas com recursos da Lei Aldir Blanc em Várzea Grande. As primeiras visitas foram às instituições contempladas no edital Nº 01/2020, cujos recursos são destinados para manutenção das atividades dos espaços culturais.

Participaram das visitas a subsecretária, Maria Alice de Barros, o superintendente de Cultura, Joilson Marcos da Silva, e o presidente do Conselho, Wanderson Magalhães Farias.

No Edital Nº 01 foram selecionadas 26 entidades culturais, entre elas estão a Associação Social Civil Asca-Abaiuc (Asca) e a Caminhando Para Mais Um Sonho (Acamis).

A Acamis recebeu R$ 30 mil reais do Edital nº 01/2020 para manutenção das atividades e ainda R$ 50 mil reais do Edital nº 04/2020 para realização do Projeto Ciranda de Flores, que tem por objeto a realização de oficinas de dança cultural regional e dança contemporânea urbana (hip hop) para crianças e adolescentes.

A Asca recebeu R$ 30 mil reais do Edital nº 01/2020 para manutenção das atividades e R$ 50 mil reais do Edital nº 04/2020 para realização do Projeto Artes e Criatividade no Fazer Teatral, Dança e Musicalidade, que tem por objeto a realização de oficinas de dança, teatro, musicalização (fanfarra), informática, letramento, raciocínio lógico e esporte.

Conforme explica o Superintendente de Cultura Joilson Marcos da Silva, os recursos da Lei Aldir Blanc, sancionada em junho de 2020, são repassados pelo Governo Federal aos estados e municípios, que são responsáveis pela sua distribuição.

A lei garante uma renda emergencial aos trabalhadores que participam da cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais, como artistas, contadores de histórias e professores de escolas de artes e capoeira. Os espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias também são contemplados com a lei. As instituições beneficiadas deverão realizar atividades para alunos de escolas públicas ou para a comunidade, de forma gratuita.

“Em Várzea Grande, foram inscritos 112 projetos na Lei e selecionados 61, totalizando R$1.807.458,08 de auxílio financeiro para o setor cultural. A Smecel, por meio da Superintendência de Cultura, tem o papel de acompanhar os projetos contemplados pela Lei”, ressalta o superintendente.

Segundo Wanderson Magalhães, nesta semana, a equipe visitará as instituições contempladas no Edital 02/2020. São três organizações da sociedade civil com Pontos de Cultura certificados pela Política Nacional de Cultura Viva. “Nas semanas seguintes as visitas serão para as entidades que receberam recurso pelo Edital Nº 03/2020 e nº 04/2020”, explicou.

O Edital nº 02/2020 selecionou três organizações da sociedade civil que são Pontos de Cultura certificados pela Política Nacional de Cultura Viva.

O Edital 03/2020 selecionou iniciativas culturais já realizadas por pessoas físicas, mestres e mestras da cultura popular e profissionais das mais diversas expressões artísticas e culturais. Foram selecionados 24 mestres e profissionais da cultura.

No Edital nº 04/2020 foram selecionados oito projetos de Territórios Criativos com a seleção de projetos culturais nas áreas de produção, intercâmbio, formação e difusão de conteúdos, bem como ações culturais e artísticas.

Na Acamis são ofertadas atividades de apoio à aprendizagem escolar, incentivo à leitura, orientações pedagógicas e oficinas de esportes, arte e cultura, promovendo ações de prevenção e de educação integral para a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à segurança alimentar e nutricional, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à arte, à cultura, entre outras.

Maiara Patrícia Silva Correa, coordenadora da Acamis, explica que, atualmente, são atendidas 102 crianças, sendo 51 no período da manhã e outras 51 no período da tarde. No entanto, a meta é atender cerca de 200 crianças. “Uma das nossas metas é construir mais salas para o atendimento de um número maior de crianças. O prédio hoje não comporta mais que as 102 que são atendidas, mas a nossa demanda é grande e temos 50 crianças na fila de espera”, ressalta.

Segundo o presidente da Asca, José Dias de Souza, a entidade trabalha com 136 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, contemplando 122 famílias. “Em tempos de pandemia trabalhamos mais com a musicalização e a informática. Muitos alunos não têm internet em casa e então eles recorrem à instituição para fazer as tarefas escolares e assistir as videoaulas. Aqui é um lugar de acolhimento às famílias”, destacou.

A instituição trabalha em parceria com as escolas Senhora Dirce Leite de Campos, bairro Jardim Itororó, Salvelina Ferreira da Silva e Antônio Joaquim da Silva, ambas da região do Cristo Rei. “Graças a Lei Aldir Blanc nós conseguimos adquirir vários instrumentos musicais, como a marimba, que é muito cara e não teríamos condições de comprar se não fosse com esse recurso”, disse José Dias, lembrando que no mês de agosto a fanfarra vai representar o município de Várzea em um concurso nacional, que será realizado online e contará com a participação de vários estados.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Secretaria celebra Dia da Música com apresentações musicais e culturais



Na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Música (21 de junho), a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Cultura, promoveu várias ações para celebrar a data, entre elas o evento de encerramento do curso de música da Casa de Artes. O evento foi realizado na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho, no bairro Cristo Rei, e contou com apresentações musicais dos alunos que concluíram o curso, além de apresentações de siriri, cururu e lambadão. Vale lembrar que a atividade seguiu as normas de biossegurança contra Covid-19.

A subsecretária Maria Alice de Barros destacou que a data é muito importante e a Secretaria não poderia deixar passar em branco. “A música é muito importante para nós, pois nos traz paz, alegria, aprendizado e conhecimento. Quero parabenizar a todos os envolvidos nesse evento, em especial ao professor Ney, do curso de música, e à banda municipal, em nome do maestro Uelinton, que vêm trabalhando muito em Várzea Grande e acreditam na importância da música”.

Segundo o superintendente de Cultura, Joilson Marcos da Silva, o prefeito Kalil Baracat incumbiu a Superintendência a realizar esse evento, promovendo o encontro da música, do siriri, do cururu e do lambadão, que são símbolos da cultura mato-grossense.

“Esse evento faz uma homenagem aos alunos da Casa de Artes, que estão encerrando o curso de música. Essa é uma forma de incentivá-los para que não desistam da música, pois ela tem a magia de levar coisas boas para o mundo e deixar a alma mais leve. Principalmente nesse momento tão difícil que estamos passando”.

Para o professor Ney da Silva Costa, que leciona o curso de violão na Casa de Artes, eventos como esse são importantes para os alunos, pois como estão começando agora no mundo da música, é uma forma de adquirirem experiência para tocar em público.

“Sou professor de violão há 40 anos e há sete anos trabalho na Casa de Artes, com o curso de violão básico e intermediário, e hoje me sinto lisonjeado em participar desse evento e saber que temos total apoio da Prefeitura e da Smecel no nosso trabalho”, ressaltou.

Mariane Júlia da Silva, umas das alunas que se apresentaram no evento, disse que ficou muito feliz em mostrar um pouquinho do seu talento para as pessoas. “Canto desde bem pequena. Aprendi a gostar da música com o meu pai, que também é professor de música, e hoje foi um momento muito especial para mim, pois amo cantar e muitas pessoas puderam me ver”.

Na oportunidade, foi realizada a cerimônia de entrega simbólica, à Banda Municipal, dos instrumentos do Edital Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Músicas 2020 da Fundação Nacional de Artes.  A Banda Municipal foi inscrita pela Superintendência de Cultura no edital de seleção e foi contemplada com três instrumentos, sendo dois saxofones e um trombone.

Conforme destacou o maestro Uelinton Santos, não teria nada mais propício do que no dia internacional da música a banda ser presenteada com esses instrumentos. “Eles vão nos ajudar bastante, pois vão melhorar o nosso trabalho e levar uma música de qualidade para a população”. 

Livros sobre futebol cuiabano são lançados no espaço da Casa de Artes de Várzea Grande


 

O escritor José Augusto Tenuta lançou na última sexta-feira, 25, a coleção História do Futebol Cuiabano, volume 1 e 2 “Cuyabá, um Show de Bola”. O evento ocorreu no espaço da Casa de Artes no Várzea Grande Shopping. As obras narram os principais acontecimentos do futebol cuiabano desde 1903, criação e fundação dos primeiros clubes e campeonatos.

O lançamento e a noite de autógrafos contaram com a participação da subsecretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Alice Barros, e também dos Superintendentes de Esporte, Jadir Pereira, e Cultura, Joilson Marcos da Silva.

De acordo com o autor, o primeiro volume aborda a formação da Liga Cuiabana de Futebol até o primeiro estádio e as grandes obras da década de 1940. O segundo volume aborda desde o primeiro Campeonato Estadual de Futebol, passando pela construção do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, até o VI Campeonato e o primeiro torneio de clubes campeões de Mato Grosso.

Os livros contam com depoimentos de dezenas de personalidades que vivenciaram o futebol na capital mato-grossense e levaram cerca de seis anos para finalização, após várias consultas e pesquisas junto ao acervo do Arquivo Público de Mato Grosso. “É uma trilogia dos acontecimentos do esporte em Cuiabá. É um resgate histórico do futebol cuiabano que vale a pena chegar ao conhecimento dos amantes do esporte em Mato Grosso”, pontua. A coleção terá ainda um terceiro volume que já está finalizado e será lançado posteriormente.

Para o superintendente de Cultura, Joilson Marcos, o lançamento do livro sobre a história do futebol cuiabano em Várzea Grande é uma forma de valorizar o trabalho do escritor e divulgar a história do esporte também para o público várzea-grandense. “Entendemos que Cuiabá e Várzea Grande são cidades irmãs e tem também uma história muito rica no futebol. Nossa missão é fomentar a literatura e as várias manifestações culturais”, afirmou.

A publicação dos livros conta com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar do deputado estadual Allan Kardec e apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O evento foi realizado seguindo rigorosamente todos os protocolos de biossegurança, com o uso obrigatório de máscara, álcool em gel e distanciamento seguro.

Projetos de escolas da rede municipal valorizam aspectos culturais de Várzea Grande

 



Durante todo o mês de maio, quando se comemorou o aniversário de Várzea Grande, as escolas da rede municipal de ensino realizaram várias atividades com os alunos sobre o tema, valorizando a história e cultura várzea-grandense. Uma dessas escolas é a Júlio Corrêa, localizada no bairro São Mateus, que realizou nesta sexta-feira (11.06) a culminância dos trabalhos do projeto Várzea Grande “Meu Bem Querer, Terra de Todos os Povos”.

O evento contou com a presença da primeira-dama do município, a promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, do secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, do vereador Enfermeiro Emerson, da superintendentes Luz Marina Coelho Pedagógica, Joilson Marcos da Silva da Cultura e de técnicos da Secretaria.  

Conforme explicou o secretário Silvio Fidelis, durante o mês de maio as unidades de ensino da rede municipal trabalharam o tema sobre o aniversário de Várzea Grande, fazendo um resgate da história, da cultura, da gastronomia e de tudo que diz respeito à cidade. “Os professores foram orientados pela direção e coordenação pedagógica a incentivar a leitura e buscar materiais que mostrassem a história do município, evidenciando a importância da música, da dança, da gastronomia, e o resultado final desses trabalhos e de todo esse envolvimento puderam ser mostrados nas culminâncias, como está ocorrendo aqui hoje”.

A diretora da escola, Daluza Benedita de Arruda, explica que o tema foi trabalhado com os alunos em produções de textos, poesias, acrósticos e desenhos. 

A diretora lembrou que a escola Júlio Corrêa foi inaugurada há 23 anos, no mesmo dia do aniversário de Várzea Grande, e nada poderia ser mais especial do que fazer uma homenagem à cidade. “É muito gratificante ter a presença da primeira-dama aqui na nossa escola nesse dia. Ela veio engrandecer ainda mais o que o nosso prefeito está fazendo pela nossa cidade, que é valorizar a nossa educação, nossa cultura, esporte e lazer”.

A primeira-dama elogiou o trabalho da escola e destacou a importância de trabalhar o tema com os alunos desde cedo para que conheçam a cultura local e ela nunca seja apagada. “Parabenizo o secretário Silvio Fidelis por ter esse olhar para a cultura do município. É muito importante que as crianças e os adolescentes cresçam conhecendo e valorizando o nosso artesanato, a nossa comida, as nossas festas tradicionais, porque um povo sem cultura é um povo sem história. Fico muito feliz em perceber que desde cedo a educação municipal está valorizando todos os aspectos da cultura várzea-grandense”.

Kika Dorilêo destacou ainda que se sente feliz em ver que, mesmo nesse período de pandemia, a escola não parou e que os professores e o município se fizeram presentes na vida dos alunos. “Todos esses trabalhos demonstram que vocês foram vitoriosos e conseguiram, mesmo nesse período difícil, continuar exercendo a função de vocês que é a de educar”, ressaltou.

“Hoje, vejo aqui nessa escola, em cada detalhe e em cada trabalho aqui exposto e apresentado, que vocês fizeram isso com muito esmero e conseguiram fazer, efetivamente, com que a educação municipal não parasse e que os alunos do município continuassem sendo atendidos”, destacou a primeira-dama

 Joilson Marcos da Silva Superintendente de Cultura disse que o objetivo do projeto é resgatar a identidade de Várzea Grande, valorizando a nossa cultura, a nossa culinária, ou seja, as coisas tradicionais do município.

Primeira-dama se reúne com redeiras de Limpo Grande para tratar da difusão do artesanato local


 

A primeira-dama Kika Dorilêo Baracat e o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, participaram nesta quarta-feira (23.06), na Emeb Professora Euraide de Paula, de uma roda de conversa com redeiras do Distrito de Limpo Grande.  O objetivo do encontro foi ouvir as redeiras para juntos elaborarem um projeto de valorização e divulgação da cultura local, principalmente das redes várzea-grandenses.

A primeira-dama ressaltou que quer se aproximar da comunidade do Limpo Grande, que é berço da cultura várzea-grandense, para conhecer de perto o trabalho e ouvir os anseios e sonhos de cada redeira. A intenção, segundo Kika Dorilêo, é dar um olhar diferenciado para as redes várzea-grandenses, fazendo com que sejam conhecidas não só no Estado de Mato Grosso, mas em todo o país e, quiçá, fora do Brasil.

“Quero me aproximar dessas senhoras, que há tantos anos fazem esse trabalho tão lindo. As redes tecidas por elas são artesanatos tão bonitos e tão importantes para a nossa cultura. Além de dar a beleza estética, nós percebemos o quanto de amor e de carinho é colocado por cada uma delas nas redes e é isso que eu quero que seja levado para fora de Várzea Grande, mostrar o quanto o artesanato e as redes produzidas aqui em Limpo Grande são especiais”, destacou.

O secretário Silvio Fidelis informou que a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Cultura, vem promovendo várias ações para fomentar o artesanato de Limpo Grande, entre elas está a Casa de Artes, que possui três pontos de vendas do artesanato: na Avenida Couto Magalhães, no Paço Municipal e no Várzea Grande Shopping. “Outra ação são as oficinas de artesanato do Projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA), que ensinam nossos alunos a tecelagem várzea-grandense. Com isso, estamos valorizando e resgatando a nossa cultura”.

Ainda segundo o secretário, a Smecel está organizando a criação da associação das redeiras várzea-grandenses. “Estamos organizando a associação e dando apoio jurídico para que, através dessa ação coletiva das redeiras, possamos fazer a divulgação da comercialização da rede várzea-grandense para o mundo”.

Segundo a diretora da escola, Eva Izabel da Costa, as oficinas realizadas com os alunos do ETA é uma forma de manter viva a tradição da confecção das redes. “A Dona Maria José trabalha com as crianças ensinando a tecelagem, o que é muito bom para manter viva as raízes desse povo. A presença da primeira-dama aqui na comunidade de Limpo Grande veio reforçar ainda mais isso, pois trouxe perspectivas de novos projetos e de valorização da nossa cultura”, disse.

Dona Maria José da Costa, 72 anos, é a mais antiga redeira de Limpo Grande. Ela começou a confeccionar rede aos 14 anos de idade. Atualmente ela é monitora nas oficinas de artesanato do ETA. “Ensino a fazer caminho de mesa, xales, capa de almofada e outras peças. Estou sempre pronta para ensinar, basta alguém querer aprender”.

Dona Judith Pereira da Silva, 65 anos, começou a tecer rede aos 12 anos de idade. Ela conta que aprendeu com a mãe e as tias e fez questão de passar essa arte para as suas filhas também. “A rede é tudo para mim, faço isso desde criança e nunca trabalhei em outro serviço. Agradeço a Deus por ter essa profissão. Foi fazendo redes que consegui sustentar meus seis filhos, mas precisamos de apoio para divulgar mais o nosso trabalho”.

A filha de dona Judith, Jilaine Maria da Silva, que também é artesã, disse que está otimista com a visita da primeira-dama à sua comunidade, pois acredita que com o seu apoio a cultura de Limpo Grande será difundida. “Precisamos dessa parceria com a Prefeitura para que o nosso artesanato seja reconhecido no mundo inteiro. Para que ele seja valorizado e expandido para as futuras gerações, pois não queremos que essa cultura se acabe”.

Superintendente de Cultura Joilson Marcos da Silva disse que o modo de fazer a rede é registrado como Patrimônio Cultural de Mato Grosso pela Lei 9.936/2013 e a profissão de Redeira é registrada como patrimônio cultural e imaterial de Várzea Grande pela Lei 4.391/2018. Que também é reconhecida como artesanato de tradição cultural pelo Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A reunião contou também com a presença dos superintendes Joilson Marcos da Silva (da Cultura) e Luz Marina Coelho (do Pedagógico) e do presidente do Conselho de Cultura de Várzea Grande, Wanderson Magalhães.