sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Alunos de Várzea Grande são premiados em projeto do Ministério Público do Trabalho

Cinco estudantes da rede pública municipal de Educação de Várzea Grande estão entre os 12 alunos com trabalhos premiados na etapa estadual do Prêmio "MPT na Escola" do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso. A cerimônia de entrega do Prêmio ocorreu e foi transmitido ao vivo pelo canal do MPT no Youtube. Foram premiados 12 trabalhos produzidos por estudantes do 4º ao 7º ano da rede municipal de ensino. A premiação encerra o Projeto "MPT na Escola 2021", utilizando a arte para fomentar a participação de gestores municipais de educação, educadores e estudantes em ações de mobilização, conscientização, prevenção e combate à exploração do trabalho infantil e de adolescentes. Superintendente de Cultura Joilson Marcos da Silva disse que neste ano, alunas e alunos concorreram em 4 categorias (conto, desenho, música e poesia) e foram divididos em dois grupos (Grupo 1, de 4º e 5º anos, e Grupo 2, de 6º e 7º anos). Os melhores colocados de cada categoria receberam medalhas e brindes. Os professores-orientadores e demais servidores das Secretarias Municipais de Educação receberam placas de homenagem e certificados. Municípios - O Projeto "MPT na Escola" teve adesão de quatro municípios mato-grossenses neste ano de 2021. Apesar das dificuldades e limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus, mais de 4 mil alunos e 191 educadores de 25 escolas municipais de Cuiabá, Várzea Grande, Sorriso e Diamantino desenvolveram atividades visando desconstruir mitos em torno do trabalho infantil e romper barreiras culturais de permissibilidade e naturalização. Em relação ao Prêmio "MPT na Escola", apenas o município de Cuiabá não conseguiu concluir as atividades a tempo de participar da competição. Todavia, devido aos resultados positivos alcançados, também foi homenageado durante a cerimônia. O potencial transformador da iniciativa é reforçado pelo procurador do MPT e coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), André Canuto. “A prevenção do trabalho infantil inicia-se durante a educação e formação de cada cidadão, e o melhor lugar para se desenvolver e conscientizar pessoas é a escola. Através da participação de toda a comunidade escolar fomentamos o engajamento e fortalecemos a luta contra o trabalho infantil”, pontua. A ideia é envolver um número cada vez maior de pessoas na luta contra o trabalho infantil e incentivar a aprendizagem profissional. Para a superintendente Pedagógica, Luz Marina Coelho disse que a participação dos alunos e educadores do município de Várzea Grande foi destacada pelo alto nível das produções e resultados obtidos. “O Projeto 'MPT na Escola' é uma oportunidade muito valiosa para que nossos estudantes possam conhecer e compartilhar a atuação do MPT na prevenção e combate ao trabalho infantil, reforçando que lugar de criança é na escola. Nossos alunos estão de parabéns pela excelente participação neste projeto tão importante” afirmou. Confira a lista dos trabalhos vencedores da etapa estadual: Grupo 01 – alunos do 4º e 5º anos Conto: 1º Lugar - "Diga não ao Trabalho infantil" Autoria: Lauriany Vitória Aguiar dos Santos Escola: EMEB Prof.ª Maria Joana da Silva Almeida - Município de Várzea Grande 2º Lugar - "Os Sonhos De Catarina" Autoria: Raíssa Estevam dos Santos Escola: Escola Municipal Castorina Sabo Mendes - Município de Diamantino 3º Lugar - "Trabalho infantil" Autoria: Bianca de Almeida Vieira Escola: EMEB Antônio Gomes da Cruz - Município de Várzea Grande Desenho: 1º Lugar - "Combate ao trabalho infantil" Autoria: Camylle Gabriele Freitas Moura Escola: Escola Municipal São Domingos - Município de Sorriso 2º Lugar - "Ser criança, ser feliz!" Autoria: Valbert Rafael Patrocínio de Lima Escola: Escola Municipal Castorina Sabo Mendes - Município de Diamantino 3º Lugar - "Trabalho infantil" Autoria: Eloine Estefani Batista dos Santos Escola: Centro Municipal de Educação Básica de Sorriso - Município de Sorriso Poesia: 1º Lugar - "Brasil Melhor" Autoria: Agata da Silva Oliveira Escola: Escola Municipal São Domingos - Município de Sorriso 2º Lugar - "Trabalho infantil" Autoria: Maria Heloísa de Sousa Machado Escola: Escola Municipal Castorina Sabo Mendes- Município de Diamantino 3º Lugar - "Trabalho infantil é coisa séria" Autoria: Thifany Nascimento Silva Escola: Escola Municipal São Domingos - Município de Sorriso Grupo 02 – alunos do 6º e 7º anos Desenho: 1º Lugar - "Aprendizagem profissional" Autoria: Mizael Augusto da Silva Padilha Escola: EMEB Abdala José de Almeida - Município de Várzea Grande Poesia: 1º Lugar - "Zé Ninguém" Autoria: EvillynLorrainy da Silva Santos Escola: EMEB Joaquim da Cruz Coelho - Município de Várzea Grande Música: 1º Lugar - "O jovem aprendiz pode estudar e trabalhar" Autoria: Kenielly Soares Moraes Escola: EMEB Benedita Bernadina Curvo - Município de Várzea Grande

Rede Municipal realiza atividades pedagógicas com foco na equidade racial durante todo ano

A criança não nasce com preconceitos, na maioria das vezes o racismo racial vem do ambiente social e familiar. Em Várzea Grande, as escolas e creches municipais possuem um Currículo Escolar que inclui e trabalha a igualdade racial, a diversidade de raças e a valorização do ser humano com atividades e debates durante todo o ano. “Atuamos na promoção da igualdade de oportunidades para todos os estudantes da educação básica, o que passa necessariamente por garantir os princípios da equidade racial na formulação do planejamento anual de atividades pedagógicas”, afirmou o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Silvio Fidelis. Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, 20/11, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) promoveu a Semana da Diversidade com inúmeras ações em todas as unidades escolares. As atividades foram preparadas pelos alunos, professores e coordenações pedagógicas demonstrando a capacidade dos profissionais de Educação de Várzea Grande em promover uma gestão escolar que também valoriza a cultura, a história e a beleza negra. Uma das ações teve a participação do secretário nacional de Políticas Públicas de Promoção e Igualdade Racial, Paulo Roberto. "Esse momento de parar para pensar no fato de que as mazelas de hoje decorrem de uma estrutura de descriminação, de preconceito e de racismo, por causa de políticas equivocadas que foram feitas no passado, especialmente nesse mês da consciência negra, é fundamental. O país precisa entender de fato e não só conviver com todo esse histórico de discriminação e desigualdade, que a Contituição Federal nos manda combater", pontuou. Paulo Roberto ainda acrescentou que "além de da aquisição de bens materiais o que está em primeiro lugar é a discussão de política de igualdade racial, que não está voltada exclusivamente para a população negra, mas também para as comunidades tradicionais como os ciganos, os circenses, os indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, e outros. E levar ao gestor público as necessidades dessas populações, ajuda a fazer uma política em demandas especíificas e realmente necessárias evitando a injustiça social, é o que chamamos de política social horizontal". Na Semana da Diversidade da rede municipal se destacaram os eventos promovidos na EMEB Euraide de Paula localizada no Limpo Grande, com a produção de um vídeo com danças, na EMEB Ruth Martins Santana, com os alunos da educação infantil, na CMEI Professor Antônio Amorim de Campos, no bairro Mappin, com as turmas: 3 anos B; 2 anos B e 3 anos A onde as professoras: Edileuza, Beatriz e Belma trabalharam contação de histórias: “Cabelo de Lelê”, “Boneca Abayomi”, “Menina Bonita do Laço de Fita”. O secretário Silvio Fidelis, em entrevista no Programa “Notícia de Frente, na TV Vila Real, sobre a Semana da Diversidade nas escolas municipais, comentou que embora seja comemorado no dia 20 de novembro o Dia da Consciência Negra, as escolas municipais fazem um trabalho permanente e diferenciado em relação a diversidade racial e no combate ao preconceito no ambiente escolar. “Dentro do Currículo Escolar já são programadas ações de conscientização da igualdade racial, valorização da história, cultura e da beleza negra. A discussão se dá dentro da escola durante o decorrer do ano letivo”, explicou. Fidelis lembrou que durante toda esta semana que vai até o sábado, dia 20/11 quando é comemorado o Dia da Consciência Negra, foi realizada a Semana da Diversidade, com eventos nas creches e nas escolas municipais. As comunidades escolares produziram apresentações culturais de dança, teatros, músicas, contação de histórias na educação infantil, desenhos, criação de máscaras afros, oficinas de trança e penteados afros, entre outras. “Contra o preconceito, os apelidos depreciativos, xingamentos que ocorrem no ambiente escolar nós levamos a autoestima, o respeito. O que fazemos é dentro do aprendizado pedagógico é manter durante todo o ano atividades positivas, rodas de conversas e até o envolvimento com as famílias. Também temos o envolvimento com os Conselhos de Cultura e o Conselho Municipal da Igualdade Racial de Várzea Grande que discute e trabalha ao lado da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer com vários projetos voltado para a equidade racial e a valorização do ser humano”, relatou Silvio Fidelis.

Alunos são premiados no I Concurso de Desenho e Redação do Corpo de Bombeiros de Várzea Grande

O 2º Batalhão de Bombeiros da Policia Militar de Várzea Grande em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural de Várzea Grande (SEMMADRS) realizaram a solenidade de premiação do I Concurso de Desenho e Redação “Eu digo não às queimadas! Diga você também!". Participaram ao todo 2.080 alunos de 28 escolas municipais integradas no projeto “Escola em Tempo Integrado”, o ETA. O concurso foi criado com quatro categorias e ao final 12 alunos foram premiados. O I Concurso de Desenho e Redação “Eu digo não às queimadas! Diga você também!" foi estruturado nas categorias: I – Desenho – 2 º e 3 º ano; II – Desenho - 4 º e 5 º ano; III – Redação - 6 º e 7 º ano; IV – Redação - 8 º e 9 º ano. A coordenadora geral do Programa Escola em Tempo Ampliado - ETA, Samira Untar, explicou que inicialmente foram selecionados 1.180 alunos e em seguida houve nova seleção quando foram escolhidos 537 redações e 147 desenhos. "A proposta do concurso foi de incentivar os estudantes a refletirem sobre os malefícios das queimadas tanto para a área urbana como para ambientes naturais onde a flora e a fauna são dizimadas pelo fogo”, comentou o secretário de Educação, Cultura, Esportes e Lazer de Várzea Grande, Silvio Fidelis. Antes de produzirem desenhos e redações sobre as queimadas, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecerem o trabalho do Corpo de Bombeiros. Durante a solenidade de premiação, foi exibido um vídeo mostrando a visita ao 2º Batalhão de Bombeiros da Policia Militar de Várzea Grande. Os alunos receberam instruções sobre os procedimentos do Corpo de Bombeiros, o funcionamento dos caminhões de combate a incêndios, os equipamentos utilizados e de segurança e se divertiram ao verem a atuação de um cão bombeiro, treinado para auxílio dos oficiais em situação de salvamento e resgate. O Tenente Coronel Fabio Ferreira, do 2º Batalhão de Bombeiros da Policia Militar de Várzea Grande esclareceu que "todos os anos, durante o período de seca, o número de focos de incêndio é muito maior“que nossa capacidade de atendimento. Por isso fizemos a proposta para a SMECEL e para a SEMMADRS de promover esse concurso para crianças e jovens. Eles são multiplicadores, levarão essa ideia para as famílias e amigos”, informou. O secretário da SEMMADRS, Célio dos Santos, disse que o 2º Batalhão de Bombeiros da Policia Militar de Várzea Grande tem sido parceiro da Prefeitura de Várzea Grande “em todas as questões ambientais e juntos temos conseguido reduzir os focos de queimadas na área urbana”, ressaltou. Esteve presente na solenidade de premiação a promotora pública de Várzea Grande, Michele Miranda. A promotora elogiou os realizadores do concurso e frisou que “se trata de uma ação contínua de conscientização ambiental”, disse. O secretário da SMECEL, Silvio Fidelis anunciou que em 2022 o Concurso de Desenho e Redação “Eu digo não às queimadas! Diga você também!" será expandido para as 85 escolas municipais envolvendo 30 mil alunos e atingindo 100 mil moradores de Várzea Grande. PREMIADOS: Categorias- I - Desenho: 1 º Lugar: - Ana Sophia Maciel Santana - 3º ano - Emeb Honorato Pedroso de Barros Categoria II – Desenho 1 º Lugar: Shivano Henrique Reis dos Santos - 5º ano - EmebMarilce Benedita de Arruda Categoria III – Redação 1 º Lugar: Vinicius do Nascimento Rondon - 7º ano - Emeb Prof. Paulo Freire Categoria IV – Redação 1 º Lugar: Ana Cecília Lima da Silva - 8º ano - Emeb Prof. Paulo Freire Os prêmios entregues para o 1º lugar foram uma bicicleta, certificado e medalha. Para o 2º lugar - Um tablet, certificado e medalha e para o 3º lugar – Uma mochila com vários materiais, certificado e medalha.

Várzea Grande poderá acessar recursos federais por aderir ao Sistema Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Para celebrar 10 anos de existência, o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG) promoveu o IV Seminário de Diversidade e Relações Étnico-Raciais. O IV Seminário de Diversidade e Relações Étnico-Raciais teve a finalidade de dialogar e refletir o currículo na tríade, políticas públicas, desempenho escolar e educação étnico-racial de Várzea Grande. O evento ocorreu durante dois dias, 04 e 05 de novembro no Anexo II da SMECEL. Cerca de 109 milhões de brasileiros se declaram negros ou pardos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As políticas públicas voltadas para esse público, que representa 56,1% da população do Brasil, são celebradas por um grande marco, o Estatuto da Igualdade Racial. “Independente de cor, raça, credo, situação financeira, temos que ter em mente que somos seres humanos e isto nos torna iguais, portanto, deveríamos exaltar aquilo que nos foi ensinado pelos antepassados de que o direito de todos é igual”, disse o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, lembrando a máxima da vida de que o meu direito acaba aonde começa o dos outros, portanto, temos que respeitar a todos indistintamente, independente de como o outro pensa, age ou se manifesta, pois existe a Justiça para dirimir dúvidas quando alguma das parte se sente atingida em seu direito. Além da população negra, indígenas, extrativistas, ribeirinhos, ciganos e outros povos e comunidades tradicionais estão respaldados pelo Estatuto. Esses povos somam aproximadamente 2,4 milhões de pessoas no país e representam 638,9 mil famílias brasileiras. Segundo Kalil Baracat, o combate a discriminação tem que ser constante, efetivo e de resultados, pois não para na atualidade, no mundo em que se vive, se ter este tipo de questão entre as pessoas. “Os esforços da humanidade deveriam ser no sentido de resolver outros problemas que afligem a humanidade como doenças, a própria fome e não ter que definir políticas públicas de ação afirmativa porque algumas pessoas rejeitam ou vetam outras pessoas”, explicou o chefe do Poder Executivo que defendeu que as pessoas possam viver mais em harmonia. “Defendo mecanismos de promoção da igualdade étnico-racial e a concretização do princípio constitucional da igualdade material e à neutralização da discriminação, mas temos outros problemas a serem enfrentados, quando este tipo de sentimento nem deveria existir entre as pessoas, entre seres humanos”, assinalou. SINAPIR O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), criado em 2013, é um dos avanços mais significativos resultantes do Estatuto. O sistema promove a organização e articulação de políticas públicas e serviços para garantir a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa de direitos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância. Hoje, o Sinapir conta com a adesão de 22 estados, tendo a participação de 100% das unidades da Federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na região Norte, 57,14% dos estados já efetivaram suas adesões. São 66,6% no Nordeste. Além disso, 83 municípios fazem parte do sistema em todo o país. Em relação a Várzea Grande, o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG) é vinculado a Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Cultura e Lazer de Várzea Grande e foi o primeiro a ser instituído no Estado de Mato Grosso. As atividades do Conselho seguem na modalidade prática com palestras nas unidades escolares, visitas escolares e formação para profissionais fomentando consciência e ações contra racismo, além de celebrar a data que institui Dia da Consciência Negra, 20 de novembro. O CMPIR/VG é órgão responsável por formular diretrizes e promover atividades que visem proteger direitos das comunidades étnicas, eliminando discriminações e visando sua inserção na vida socioeconômica, política e cultural. Ao Conselho compete também fiscalizar e tomar as providências para o cumprimento da legislação favorável aos direitos dos negros, indígenas, entre outros. O Seminário é uma das ações do CMPIR/VG no fortalecimento das narrativas de aprendizagem sobre educação das relações étnico-raciais que visa fortalecer calendário escolar do dia 20 de novembro, Consciência Negra. “Nosso Conselho está de parabéns pelas atividades desenvolvidas e pela articulação para adesão junto a Secretaria da Mulher ao Sistema Nacional de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), e sendo a partir de agora oficial, o município conta com vantagem significativa nos editais e processos seletivos disponibilizados pela SINAPIR, pois a ele é oferecida bonificação de pontos, além de acesso preferencial a recursos do Governo Federal. O Departamento de Políticas Étnico-raciais nos auxilia no desenvolvimento das políticas públicas de igualdade racial no município de Várzea Grande”, sublinhou o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis. Conforme presidente do Conselho, Tacilia Soares da Costa, o Conselho da Igualdade Racial foi criado por lei e tem a finalidade trabalhar contra a desigualdade racial, contra racismo e combater todo tipo de preconceito. “Desde sua fundação nós fazemos trabalho contínuo em Várzea Grande na busca dos direitos da população negra, no combate ao racismo, nosso trabalho é voltado para todas as áreas como social, política e econômica. A discriminação racial existe em todas as áreas, então estamos atentos nos movimentos de todas as áreas para coibir essas práticas. Desenvolvemos cursos de capacitação na educação do município, para que os profissionais da educação aprendam a combater o racismo e os preconceitos nas escolas. Acreditamos que através da educação que vamos realmente combater tanto a discriminação racial quanto qualquer tipo de preconceito. Realizamos trabalho de combate ao racismo e desigualdades durante todo ano”, frisa a presidente. A presidente Tacilia destaca ainda que “o Seminário serve para fazermos uma análise e verificarmos nossos desafios e vitórias. Com análise percebemos com mais facilidade onde avançamos, além de pensar e movimentar nossos trabalhos conforme a percepção da realidade, com isso, trabalhando a vida e a história de uma população. Neste Seminário percebemos avanços no combate a discriminação racial em Várzea Grande, porém continuaremos na luta. A adesão do município ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), tudo isso é vitória da população, através desta adesão o município poderá participar dos editais que o Governo Federal lançar e consequentemente angariar verbas para o município em todas as áreas, como saúde, educação, cultura, fortalecendo trabalhos da gestão atual e do Conselho no combate a todo tipo de desigualdade”, explicou a presidente. A conselheira do CMPIR/VG, Celina da Silva Leite disse que o Conselho tem grande relevância para conscientização das desigualdades raciais do município no contexto não só da raça negra, quanto de todos os grupos étnico-raciais. Durante os dois dias houve palestras com professores doutores e mestres renomados que trataram das teorias e práticas da Educação para Relações Étnico-raciais (negros e indígenas) e do tema: Quilombo Urbano, visto que em Várzea Grande existe o Quilombo Capão de Negro. Participaram da solenidade representantes das Escolas Municipais e Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), e de uma Escola Estadual, que relataram e demonstraram práticas pedagógicas e apresentações culturais. O evento foi realizado na modalidade híbrida, parte presencial e a outra remota, cerca de 10 mil pessoas participaram no formato online, por meio do canal disponível no endereço eletrônico: https:\\\\youtube.be\\6cjvH5icE5s. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial foi criado a partir de uma ação do movimento negro de Várzea Grande teve a sua publicação no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso no dia 30 de janeiro de 2012 que então passou a existir com a Lei Municipal Nº 3.694/2011.

Seminário vai debater a diversidade e relações Étnico-Raciais em Várzea Grande

Profissionais e gestores da Educação, dirigentes de Conselhos de Direitos, assessores estaduais e autoridades de diversas áreas estarão debatendo presencial e online temas importantes no IV Seminário de Diversidade e Relações Étnico-Raciais, que ocorrerá nos dias 4 e 5 de novembro, às 18:30h no Anexo II da SMECEL no Jd. Marajoara e via plataforma do YouTube. O evento promovido pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial – CMPIR/VG, com o apoio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Prefeitura Municipal, marcará os dez anos da criação do Conselho, instituído através da Lei Municipal nº 3.694 de 29 de novembro de 2011. De acordo com a presidente do CMPIR/VG, Tacilia Soares da Costa, devido ao período com as restrições impostas pela pandemia do novo Coronavírus, foi necessário um remanejamento entre os participantes presenciais e os online para uma maior dinâmica e participação nos debates. “O evento irá seguir todos os protocolos de biossegurança como o uso da máscara, do álcool em gel e o distanciamento social para garantir a segurança e a saúde de todos”, pontuou. No dia 4, após a cerimônia de abertura e apresentações artísticas, a palestrante convidada, professora doutora Iolanda de Oliveira falará sobre a Educação para Relações Étnico-Raciais & Formação Continuada. Em seguida o ‘Quilombo urbano’ é o tema da palestra do professor doutor José Luiz Solazzi, e logo após a professora doutora Candida Soares da Costa fala sobre a Educação para Relações Étnico-Raciais contra o racismo, com a participação da professora mediadora, Rosana de Fátima Arruda. Já no dia 5, após as apresentações artísticas e homenagens in memorian aos conselheiros do CMPIR, ocorrerá as rodas de conversa entre os participantes e profissionais das escolas da rede municipal, abrangendo os temas: Inclusão da História e Cultura Afro-brasileira, africana no currículo escolar; Religiosidade e Religião afro-brasileira; relato sobre práxis; Gestão escolar e a Pedagogia antirracista; Educação para imigrantes; relatos sobre gestão; Políticas públicas para um Educação com equidade; a perspectiva indígena no currículo escolar; palestra sobre a Rede de Territórios com a dra. Tania Regina Matos e palestra sobre os 10 anos do CMPIR/VG, com a professora especialista Tacilia Soares da Costa. O Superintendente de Cultura Joilson Marcos da Silva disse que no dia 5, fazendo parte da programação oficial haverá o lançamento do livro: Educação para relações étnico-raciais: Paradigmas e Desafios; uma publicação com fomento da Lei Aldir Blanc. O IV Seminário de Diversidade e Relações Étnico-Raciais terá a participação também dos professores: dra. Nilvaci Leite de Magalhães, professor mestre João Bosco da Silva, professora mestre Malsete Santana, professora mestre Eva de Paulo, dr. Carlos Alberto Caetano, professor mestre Lucas Albuquerque de Oliveira e professora mediadora Leliane Cristina Borges.

IPHAN discute reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho com artesãos

Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participam de uma rodada de conversas com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande e artesãos que produzem a Viola de Cocho. Na reunião será discutida a reavaliação do modo de fazer da Viola de Cocho de Mato Grosso para a Revalidação do seu título de Patrimônio Cultural do Brasil. O Modo de Fazer Viola de Cocho foi um dos primeiros bens culturais imateriais a serem reconhecidos pelo Iphan a partir do Decreto 3.551 de agosto de 2000, o qual instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial. Nesta quarta-feira, (20), a rodada de conversas será realizada durante a Exposição AMF MT Cultura e Tradições, no Shopping Várzea Grande. As discussões serão conduzidas pelo antropólogo Francismario Vito (IPHAN), Maria Bárbara Guimarães, coordenadora de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel-MT, o superintendente de Cultura de Várzea Grande, Joilson Marcos, o presidente do Conselho Municipal de Cultura de Várzea Grande, Wanderson Magalhães e demais participantes. O Registro do modo de fazer a Viola de Cocho ocorreu em 14 de janeiro de 2005 e consta no Livro dos Saberes. A sua candidatura foi apresentada em 2003 pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), instituição responsável pelo Inventário Nacional de Referências Culturais e proponente do Registro, sendo acompanhado de abaixo-assinados com anuência dos detentores do bem cultural no Estado de Mato Grosso. De acordo com o IPHAN, o Modo de Fazer Viola de Cocho em Mato Grosso apresenta maior incidência em alguns municípios que fazem parte da região da Baixada Cuiabana, como: Diamantino, Nobres, Rosário Oeste, Jangada, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé. Os materiais usados para a confecção da viola de cocho, esculpida em uma peça integral de madeira, incluem o fio de algodão e a tripa de animais, entre outros. A viola de cocho é um instrumento musical singular quanto à forma e sonoridade, produzido exclusivamente de forma artesanal, com a utilização de matérias-primas existentes na região Centro-Oeste do Brasil. Sua produção é realizada por mestres cururueiros, tanto para uso próprio como para atender à demanda do mercado local, constituída por cururueiros e mestres da dança do siriri. Em 2005 o Modo de Fazer a Viola de Cocho foi registrado no Livro dos Saberes.