quarta-feira, 26 de maio de 2021

Livro Siriri em Várzea Grande retrata manifestação cultural



As mais importantes manifestações culturais e folclóricas de Várzea Grande estão retratadas no livro “Siriri em Várzea Grande”, de autoria da historiadora, professora e mestre em educação Celi Minas Novas. O lançamento do livro, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Cultura, ocorreu nesta terça-feira (25.05), na Biblioteca Municipal Professora Laurinda Coelho, no bairro Cristo Rei.

A historiadora explica que o livro é resultado de uma pesquisa de campo, realizada para um trabalho acadêmico e científico. A pesquisa compreende o período histórico de maior expressão cultural das comunidades tradicionais de Várzea Grande, que vai de 1970 até os anos finais da década de 1990.

“Esta obra, que nasceu singela e hoje está grandiosa, é um presente para nossa Várzea Grande, que completou, este mês, 154 anos de fundação, ou seja, é o nosso legado para o povo várzea-grandense. Neste livro estamos cultivando a nossa cultura e nossa tradição por meio do siriri, do cururu e de outras manifestações populares”, ressaltou a historiadora.  

A obra percorre a historicidade, a inserção dos bens de referência cultural no cotidiano da cidade, as migrações e suas relações com o patrimônio cultural imaterial local, os fazeres, técnicas, os ofícios e seus mestres, além de conter preciosas informações catalogadas de músicas de siriri, toadas de cururu, mitos e tradições.

A pesquisa contou com o apoio do Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso e evidenciou a recriação de um novo formato de tocar o siriri, o chamado “Siriri de Peneira”, tocado com a viola de cocho, mocho, ganzá, acompanhada da sanfona, numa simbiose de ritmo e beleza musical. O “siriri de peneira” é cultuado apenas na comunidade da chamada “grande glória” Várzea Grande.

A publicação do livro “Siriri em Várzea Grande” foi contemplada no Edital nº 05/2020 – MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), financiado com recursos da Lei Aldir Blanc em Mato Grosso.

Durante o evento de lançamento do livro, o vice-prefeito José Hazama ressaltou que o apoio da Prefeitura para o lançamento dessa obra demonstra que a educação e a cultura serão priorizadas pela atual gestão. “O trabalho da professora Celi é muito importante para manter viva a tradição e cultura da nossa querida Várzea Grande. Iniciativas como essa terão o nosso total apoio nos próximos quatro anos”, informou.

Segundo o secretário Silvio Fidelis, o setor cultural está contemplado no plano de governo do prefeito Kalil Baracat e esse livro é apenas uma sementinha que servirá de exemplo para muitos outros escritores lançarem suas obras na biblioteca municipal. “Esse livro resgata um pouco da cultura e raízes várzea-grandenses, valorizando as manifestações populares. Queremos garantir a preservação e conservação da nossa cultura e levar isso para nossas escolas”, observou.

Silvio Fidelis destacou ainda a importância do complexo educacional do bairro Cristo Rei, que comporta a Biblioteca Municipal Laurinda Coelho, o Cmei Domingos Sávio e um espaço de lazer. “Nesse espaço, onde integra educação, cultura, esporte e lazer, a população tem a oportunidade de participar de manifestações culturais, de atividades físicas e, ainda, trazer as crianças para o aprendizado. Isso é levar mais qualidade de vida para a população várzea-grandense".

O vereador Mauro Sergio diz que que este foi um dos grandes méritos da Lei Aldir Blanc, que esta lei ajudou muitos artista, e descobrirem os potenciais mútuos e perceberem que estão próximos e na mesma cidade. seria muito bom se as verbas para o setor cultural fossem anual não apenas uma Lei emergencial e sim que esta lei se transformasse em uma politica pública permanente de efetivo formento da cultura da nossa cidade. 



O vereador enfermeiro Emerson enfatizou que tem orgulho de ser várzea-grandense e contribuir para a difusão da sua cultura, que é tão rica. “Temos um legado muito grande que é levar a nossa cultura para outras pessoas, principalmente às crianças e para quem não é daqui. A prefeitura está de parabéns por apoiar essa iniciativa, pois apoiando o livro está incentivando a leitura, garantindo um futuro muito melhor para nossas crianças”.

Professora há 30 anos na área de ciências humanas da rede estadual de ensino, Celi Minas Novas é mestre em ciência da educação, especialista em metodologia de pesquisa em história e historiadora de graduação. Possui pesquisas e trabalhos acadêmicos ligados a temas como patrimônio material e imaterial, manifestações e diversidade cultural. É presidente e uma das fundadoras da Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso. 



quinta-feira, 13 de maio de 2021

Escritor lança livro em homenagem a avó em MT


 

O escritor Luiz Renato lança o livro “A filha da outra”, nesta terça-feira (11.05), às 9h, no canal da Diretoria Regional de Ensino de Tangará da Serra no Youtube. A publicação do livro foi contemplada pelo edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-Grossense, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Em live com o tema “Família e Escola: duas instituições a serviço da formação de leitores”, Luiz Renato se une aos professores Sidnei Boz e Claudiomar Pedro da Silva, para discutirem sobre o papel das instituições na formação de novos leitores.

Durante a live o autor irá sortear alguns exemplares do livro para os participantes do evento. “A filha da outra” é uma homenagem póstuma à memória da avó materna do autor, Amália Baptista de Souza, contadora de “causos” que iluminaram sua infância na então pacata Maringá (PR), onde nasceu.

A primeira live, de mesmo tema, foi realizada junto ao Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas. Ainda no mês de maio ocorrerão outras duas. Uma com a participação de parceiros de Sorriso e Sinop, e a última com colaboradores de Barra do Garças.

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Luiz Renato de Souza Pinto é graduado em Letras, pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001), mestre em História pela mesma universidade (2005) e doutor em Literaturas em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012). É autor de Cardápio Poético (1993); dos romances Matrinchã do Teles Pires (1998); Flor do Ingá (2014) e, em parceria com o pernambucano Carlos Barros, Duplo Sentido (2016), de crônicas; Gênero, número, graal (2017), poesias.

Websérie destaca participação de 300 meninas no projeto de fanfarra do Siminina



 O terceiro episódio da websérie “Programa Siminina, quatro anos de resultados", destaca  uma das maiores ações conjuntas realizadas contemplando trezentas meninas, a fanfarra. As alunas recebem aulas de coreografia e de instrumentos musicais e se apresentaram uniformizadas, com equipamentos novos, cuidadosamente preparados na cor rosa, uma marca que tem como madrinha, a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro. A criação do websérie é um projeto desenvolvido pela Secretaria de Inovação e Comunicação (Sicom).

As unidades que foram contempladas com esta nova atividade estão instaladas nos bairros 1º de Março, Três Barras,  Drº Fábio e Jardim Renascer. De acordo com o maestro, Jonas Silva, além de despertar nas meninas o espírito artístico e cívico, ajuda na educação, formação musical, trabalho em grupo e  no respeito. 

“A repaginação do Siminina trouxe diversas atividades e a fanfarra tem sido uma das principais. A nossa intenção é transformar o Siminina em um local de aprendizagem, algo que venha a contribuir na formação dessas meninas em mulheres independentes e empoderadas”, explicou Dalma Beatriz Monteiro, coordenadora do Siminina.

O objetivo websérie “Programa Siminina, três anos de resultados", é apresentar as metas já alcançadas pelo Programa Siminina, que atende a mais de 1.300 meninas. As ações são desenmvolvidas por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

Curso superior em Teatro forma segunda turma em MT



 Mais um ciclo se encerra neste mês no curso superior de Tecnologia em Teatro da MT Escola de Teatro. Após a conclusão de quatro módulos de ensino referentes a quatro semestres, a segunda turma de formandos recebe o título de tecnólogo em cerimônia de colação de grau que acontece na próxima sexta-feira (14.05), às 19h (horário MT).

O evento é gratuito e aberto ao público, sendo transmitido em formato digital pelo canal de YouTube MT Escola de Teatro.

Primeira graduação de ensino superior em artes cênicas do estado e credenciado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o curso é oferecido pela MT Escola de Teatro, polo de formação que funciona no Cine Teatro Cuiabá. Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a escola é gerida em parceria entre a Unemat, a Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap) e a Associação Cultural Cena Onze.

Na graduação, o estudante escolhe uma das sete áreas de ênfase, na qual deseja se especializar: atuação, cenografia e figurino, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia e produção cultural. 

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O diretor artístico da MT Escola de Teatro, Flávio José Ferreira, vê com otimismo o mercado de trabalho para os artistas tanto pelas oportunidades surgidas atualmente quanto pela qualidade da formação. 

“Com essa colação de grau forma-se mais uma turma para o mercado de trabalho, uma turma preparada com os melhores professores. E a gente vê que de fato as pessoas estão indo trabalhar, está tendo mercado de trabalho, grande parte dos projetos estão sendo aprovados nas leis de incentivo à cultura, nos editais, na Lei Aldir Blanc. Há um número muito grande de artistas nossos que eram estudantes e estão sendo beneficiados”, comenta Flávio.

Para Rodolfo García Vázquez, coordenador pedagógico da MT Escola de Teatro, essa segunda turma tem uma trajetória vitoriosa e admirável, pois foi necessário resiliência e amor à arte para prosseguir com o curso durante a pandemia de covid-19.

“Essa turma atravessou um período histórico extremamente complexo, cheio de desafios. A pandemia levou ao isolamento social e à suspensão de todas as atividades presenciais, o que seria vital para o teatro. No entanto, com muito esforço de todas e todos, conseguimos superar o isolamento através do ensino online. A coragem com que eles enfrentaram tais desafios diários, ao se recriar digitalmente como artistas e estudantes, foi inequívoca”.

De acordo com o graduando do Curso Superior de Tecnologia em Teatro com ênfase em produção cultural, Ronaldo José, a experiência adquirida no processo de construção de cada trabalho artístico desenvolvido nos dois anos dentro da academia trouxe muito aprendizados.

“Enfrentamos obstáculos, nos permitimos trocar e respeitar as opiniões de cada artista envolvido no processo, pois a metodologia de criação colaborativa é complexa, intrigante e fascinante ao mesmo tempo.  O curso conseguiu atender às minhas expectativas, mesmo com as dificuldades que encontramos no percurso de migração para um teatro digital, em virtude da pandemia”.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, elogia a atuação da MT Escola de Teatro para o fortalecimento e qualificação do setor cênico no estado.

“Parabéns a toda turma de formandos por vencerem esse importante ciclo de conhecimento. E nosso agradecimento ao corpo docente e gestores da MT Escola de Teatro por contribuírem de forma primorosa para a profissionalização da arte cênica. Que todos tenham muito sucesso na caminhada e contem conosco”, finaliza o secretário.

Festival exibe filmes nacionais e produções de MT


 

O 20º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato) começa na próxima segunda-feira (10), em formato virtual, com filmes nacionais disponíveis por 24 horas cada. A mostra segue até o dia 21 de maio, com exibições diárias via canal oficial no YouTube.

Telefilmes, séries, curtas e longas de Mato Grosso terão o Cinemato como primeira vitrine: são sete longas inéditos na mostra competitiva e três telefilmes de realizadores mato-grossenses na mostra informativa, também inéditos ao público.

Depois da cerimônia de abertura, às 17h30, a plateia segue para sala especial na 'AmazôniaFlix', plataforma em que serão exibidos os filmes das mostras competitivas, de homenageado e hors concours.

A Secretaria Estadual de Cultura (Secel) informou que o documentário mato-grossense, “Pi’õ romnha ma’ubumrõi’wa – Mulheres Xavante Coletoras de Sementes”, abre a programação da Mostra Competitiva de Curtas Brasileiros. Na sequência, vem “O buraco”, ficção produzida no Amazonas.

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Em seguira, será apresentada a obra de Geraldo Moraes, cineasta homenageado nesta nova edição do Cinemato. Para marcar a ocasião, será exibido “O homem mau dorme bem”.

Também serão exibidas produções de Cláudio Assis, em mostra fora de competição, para arrematar o primeiro dia de Cinemato. O atualíssimo “Piedade”, ainda em difusão pelo circuito de festivais, será apresentado à plateia mato-grossense e também de todo o mundo.

Na terça-feira (11), a partir das 18h,serão exibidos pela mostra de curtas, “Noite de Seresta”, de Sávio Fernandes (CE) e “Seremos Ouvidas”, de Larissa Nepomuceno (PR). Na sequência, tem a estreia do documentário “Mata Grossa”, de Tati Mendes e Amauri Tangará (MT).

Entre os dias 10 e 15 de maio toda a programação é hospedada na AmazôniaFlix. Nos dias subsequentes, as mostras paralelas e temáticas serão transmitidas via YouTube. Todo dia, às 16h30 (horário de MT), tem debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior, sob a mediação do jornalista Lorenzo Falcão.

Cacique Raoni é tema de documentário com diretor belga



O líder do Xingu, cacique Raoni Metuktire, será tema do documentário Raoni, do diretor belga Jean-Pierre Dutilleux, com roteiro do brasileiro Alexandre Bouchet. O diretor ficou famoso por fazer um documentário sobre o líder indígena na década de 1970, que chegou a ser indicado ao Oscar de melhor documentário.

A produção é da Globo Filmes e foi anunciada na segunda-feira (10). O filme acompanha a jornada do líder caiapó em um barco dentro do Parque do Xingu. A viagem é recheada de recordações, histórias dos ancestrais e memórias dos primeiros contatos com o homem branco e a luta pela preservação do parque.

Cacique Raoni ficou conhecido internacionalmente em 1989, quando liderou uma campanha mundial pela demarcação de terras indígenas no Brasil, tendo ao a seu lado nomes como o cantor inglês Sting.

Uma de suas marcas registradas é o labret, disco de madeira que utiliza no lábio inferior, que tem significado cerimonial entre os caiapós e é utilizado tradicionalmente por chefes de guerra e os grandes oradores das tribos. 


Fonte: Gazeta Digital