Fomentar
e difundir a cultura várzea-grandense. Esse é planejamento da Secretaria
Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da
Superintendência de Cultura, para o ano de 2021. Estão incluídas ações da Banda
Municipal, dos trabalhos da Casa de Arte, com a ampliação de pontos de apoio
aos artesãos, e o lançamento de um livro sobre a história de Várzea Grande.
Conforme o
superintendente de Cultura da Secretaria de Educação, Joilson Marcos da Silva,
Várzea Grande tem uma população de quase 300 mil habitantes e, para atingir
todas as comunidades, a estratégia é trabalhar em pontos por região.
“Queremos
fomentar a cultura de alguns distritos, como Passagem da Conceição, Bom
Sucesso, Formigueiro, entre outros, que são comunidades com uma religiosidade
muito forte e cultura rica, como exemplo da ‘reza cantada’, tradição que ainda
se mantém viva em algumas localidades. Temos que valorizar e fazer com que o
povo valorize também”.
Joilson Marcos
ressalta que a Superintendência de Cultura está recebendo total apoio do
prefeito Kalil Baracat, do vice-prefeito José Hazama e do secretário Silvio
Fidelis, que o deixaram à vontade para fazer um trabalho sério e voltado
para as comunidades.
“Neste momento
delicado em que a sociedade está passando é necessário que a cultura trabalhe a
autoestima do povo várzea-grandense, levando não somente a arte, a música e a
dança, mas levando também um pouco de sonhos e alegria para amenizar o
sofrimento da sociedade várzea-grandense e daqueles que por aqui passam”,
ressaltou o superintendente, acrescentando que pretendem também levar às praças
peças de teatros, apresentações musicais e de dança, incluindo a capoeira.
“Queremos valorizar esse tipo de ação cultural”.
Outra ação que
está no planejamento e no calendário municipal são as apresentações e eventos
na Orla da Alameda, que é um ponto turístico e cultural de Várzea Grande que
comporta uma variedade de eventos e apresentações culturais. “Nós temos um
projeto social chamado Anjos da Lata que vamos levar, juntamente com a banda,
para apresentações nesse local”.
A
superintendência também tem o papel de acompanhar os projetos contemplados pela
Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio financeiro para o setor cultural.
Banda Municipal
Criada em
1984, a Banda Municipal passou a ser patrimônio imaterial e cultural de Várzea
Grande em 2020, na gestão da então prefeita Lucimar Campos, fazendo jus ao seu
valor histórico e cultural. A Banda é responsável por levar a arte da música
para a população várzea-grandense.
Em 2021, as
apresentações da Banda Municipal no terminal André Maggi terão continuidade,
pois é uma das ações que têm a aprovação da população. Uma vez por mês, a banda
estará se apresentando no terminal para levar um pouco da arte e da música para
as pessoas.
“A banda tem a
função de fazer a integração entre o poder público e a população,
principalmente àquelas comunidades que não têm acesso à arte e à cultura. O
terminal é um ponto central onde todos os dias passam muitas pessoas em
deslocamento para vários bairros da cidade e Cuiabá”, ressalta o
superintendente.
Uma parceria
com o Várzea Grande Shopping também vai proporcionar outro ponto para
apresentação da Banda Municipal. “Queremos fazer algo de forma inovadora. Vamos
convidar uma instituição, que trabalha com a cultura e é parceira da
Prefeitura, para fazer apresentações juntamente com a banda, como um grupo de
balé, por exemplo”.
A previsão é
que essas apresentações se iniciem neste mês de março, porém, vai depender da
situação da pandemia, revelou o superintendente.
Livro sobre a história de Várzea
Grande
No próximo dia
15 de maio, Várzea Grande completará 154 anos de fundação e, como parte dos
festejos do seu aniversário, será lançado um livro sobre a história do
município.
“Vamos
resgatar a história de quem fez por essa cidade, ou seja, valorizar as pessoas
que ajudaram a construir Várzea Grande. São muitos anos de história que nós do
setor cultural temos por obrigação valorizar e deixar vivo na memória do povo
várzea-grandense e quem mais por aqui passar”, observa o superintendente.
Casa de Artes
A Casa de
Artes, localizada na Avenida Couto Magalhães, é um ponto de apoio para quem
trabalha com artesanato e pode deixar lá seus produtos para comercializar. No
shopping de Várzea Grande também tem um ponto de apoio para os comerciantes
artesãos.
No mês de
maio, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano,
Econômico e Turismo, será inaugurado outro ponto de apoio aos artesãos
localizado no Aeroporto Internacional Marechal Rondon.
A Casa de Arte
também oferta vários cursos gratuitos para a população, entre eles, aulas de
balé, violão, pintura e crochê. Nesse momento, os cursos estão suspensos
por conta da pandemia, mas assim que for possível voltará a atender a
população.
Joilson Marcos
lembra que Mato Grosso tem uma cultura riquíssima e o Pantanal faz parte dessa
cultura por meio de suas belas paisagens da flora e da fauna. “As rendeiras
confeccionam as suas redes, que são patrimônio de Várzea Grande, com as figuras
da onça pintada, do jacaré e do tuiuiú, transformando cada fio em arte”,
destaca Joilson Marcos.

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